15.05.2011 19:38

Protestos: Manifestação "A Rua é Nossa" cancelada em Faro... (ATUALIZADA)

Faro, 15 mai (Lusa) -- Cerca de 30 pessoas concentraram-se hoje no Largo da Sé, em Faro, para participar no protesto "A Rua é Nossa", mas os organizadores desistiram de realizar a manifestação pelas ruas da cidade devido à fraca participação.

Faro, 15 mai (Lusa) -- Cerca de 30 pessoas concentraram-se hoje no Largo da Sé, em Faro, para participar no protesto "A Rua é Nossa", mas os organizadores desistiram de realizar a manifestação pelas ruas da cidade devido à fraca participação.

Já em Coimbra, o protesto contou com a adesão de cerca de 40 jovens, a maioria jovens, enquanto em Braga o protesto não teve participantes, segundo a PSP.

Pedro Afonso, porta-voz dos organizadores do protesto em Faro, explicou que "o objetivo era não deixar" a capital algarvia "de fora do protesto que se realiza em várias cidades do país e da Europa", mas admitiu que "a promoção da iniciativa falhou porque foi feita em pouco tempo".

Afonso explicou que o objetivo dos organizadores é fazer uma "chamada de atenção e tentativa de aumentar a consciência das pessoas sobre aquilo que cada vez mais é uma realidade triste, que é a democracia ter-se institucionalizado, burocratizado e afastado das pessoas".

"Aquilo que sentimos que é necessário para que as pessoas se integrem na sociedade é uma democracia mais participativa, em que as decisões que afetam as nossas vidas sejam tomadas também por nós", afirmou, frisando que entre as cerca de três dezenas de pessoas presentes algumas têm filiações políticas e outras não.

Pedro Afonso disse que para conseguir aumentar a participação das pessoas na democracia o grupo "pretende criar assembleias populares, em que sejam discutidos assuntos locais e nacionais e sejam decididas ações a tomar para conseguir esse objetivo".

Disse ainda que "as pessoas deviam ter mais decisão sobre assuntos como a ajuda externa a Portugal", que "vai afetar a vida de todos e devia ser aprovada em referendo".

Na ausência da manifestação, o grupo iniciou uma primeira reunião em que, segundo Afonso, se pretende "estabelecer as bases para encontros regulares e criar plataformas de atuação que aproximem a democracia das pessoas, cada vez mais cansadas da democracia representativa em que uma elite decide por todos".

Os organizadores pretendem ainda ver o que falhou na divulgação da iniciativa, que não conseguiu ter o sucesso do protesto Geração à Rasca realizado em Março, que reuniu na cidade algarvia cerca de 6.000 pessoas.

Em Coimbra, cerca de 40 pessoas de camadas etárias jovens participaram no protesto, exigindo, em cartazes e palavras de ordem, a saída do FMI de Portugal.

Os manifestantes deslocaram-se da Praça 8 de Maio até à margem esquerda do Rio Mondego, pela Ponte de Santa Clara, fazendo uma pequena parte do percurso de costas para simbolizar o retrocesso que entendem que o acordo de ajuda externa a Portugal representa.

"FMI fora daqui", lia-se num cartaz que penduraram na ponte pedonal Pedro e Inês, onde atravessaram de novo para a margem direita e e estiveram parados durante algum tempo, gritando palavras de ordem nesta zona de lazer muito frequentada.

Entoando frases como "Precários nos querem, rebeldes nos terão" e "Ai eu não pago, não pagaria, a nossa vida não é uma mercadoria", os manifestantes percorreram a margem direita do Parque Verde do Mondego, onde está a decorrer a Feira do Livro de Coimbra.





MHC/MCS/JYCR.





Lusa/fim