31.05.2011 16:05

Baixo Mondego: Associativismo é alternativa a "medidas cegas" na extinção de concelhos - autarca PS Jorge Bento

Coimbra, 31 mai (Lusa) -- A via associativa poderá ser alternativa às "medidas cegas" de extinção de municípios no âmbito da reforma administrativa a realizar segundo o acordo do Estado com a "troika" internacional, defendeu hoje o autarca do PS Jorge Bento.

Coimbra, 31 mai (Lusa) -- A via associativa poderá ser alternativa às "medidas cegas" de extinção de municípios no âmbito da reforma administrativa a realizar segundo o acordo do Estado com a "troika" internacional, defendeu hoje o autarca do PS Jorge Bento.

O presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova intervinha em Coimbra, na apresentação da nova imagem institucional da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM -- BM), a cujo conselho executivo Jorge Bento preside.

Na sua opinião, o modelo político vigente nas autarquias, desde as primeiras eleições locais realizadas em 1976, "também gerou insuficiências que podem e devem ser corrigidas por políticas de âmbito supramunicipal".

"Mais do que nunca, metodologias geradoras de poupanças ou ganhos de produtividade são incontornáveis, já que caminhamos para tempos de grande escassez de recursos financeiros em que se exige o máximo rigor na gestão dos dinheiros públicos", disse.

Para o presidente da CIM -- BM, "a urgência destas políticas impõe-se de forma mais imperativa agora que, por força do acordo celebrado com o FMI/BCE/UE, Portugal vai executar uma reforma administrativa do Estado".

"Poderá esta via associativa ser o contraponto, racional e economicamente adequado, às medidas cegas de extinção de municípios, já que há um largo campo de intervenção municipal onde se podem gerar economias de escala", preconizou.

Jorge Bento reconheceu que, "apesar do notável contributo que o municipalismo deu para a melhoria da qualidade de vida das populações, para o reforço da coesão territorial e para o desenvolvimento económico e social de Portugal, este modelo também gerou ineficiências".

Numa conferência de imprensa realizada hoje num hotel de Coimbra, os responsáveis da CIM -- BM apresentaram o sítio da Comunidade Intermunicipal na Internet e o seu logótipo.

Esta divulgação, segundo Jorge Bento, acontece "nestes tempos de ajustamentos e de mudanças na estrutura administrativa do Estado e de inevitáveis tensões na sociedade portuguesa".

Através de um financiamento comunitário de 79 milhões de euros, os dez concelhos que integram a CIM -- BM desenvolverão um "largo conjunto de projetos", alguns dos quais "com clara relevância supramunicipal", como a Plataforma Rodo-Ferroviária de Pampilhosa-Souselas.

Com a Central Electrónica de Compras, a Comunidade "pretende gerar poupanças que resultarão da negociação conjunta para aquisição de bens e serviços".

"No início, houve algumas dificuldades em começarmos a trabalhar juntos", disse, por seu turno, o social-democrata João Paulo Barbosa de Melo, presidente da Câmara de Coimbra.

Intervir coletivamente em áreas de interesse comum a vários concelhos "não é possível sem um entendimento", sublinhou.

A CIM -- BM, um território com 360 mil habitantes, congrega os municípios de Penacova, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Soure, Montemor-o-Velho, Figueira da Foz, Mira e Cantanhede, no distrito de Coimbra, além da Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).





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