03.06.2011 16:35

Ambiente: 30 ovos de papagaios brasileiros protegidos apreendidos no Aeroporto de Lisboa

Lisboa, 03 jun (Lusa) -- As autoridades policiais na alfândega do Aeroporto de Lisboa apreenderam 30 ovos de papagaio, uma das aves "preferenciais do tráfico de espécies selvagens entre os países da América do Sul e Europa", foi hoje anunciado.

Lisboa, 03 jun (Lusa) -- As autoridades policiais na alfândega do Aeroporto de Lisboa apreenderam 30 ovos de papagaio, uma das aves "preferenciais do tráfico de espécies selvagens entre os países da América do Sul e Europa", foi hoje anunciado.

O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) indica que os ovos apreendidos são protegidos pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES).

Segundo o ICNB, um cidadão brasileiro transportava os ovos presos à cintura e na semana passada foi intercetado pelas autoridades policiais na alfândega do Aeroporto de Lisboa sem possuir documentação CITES para a exportação e importação de espécies selvagens protegidas.

Após ter sido contactada a autoridade administrativa CITES no Brasil (IBAMA), o cidadão foi extraditado e detido à chegada ao Brasil, adianta o ICNB, referindo que o traficante da fauna foi autuado em mais de 28 mil euros e é acusado de "transporte ilegal de fauna e saída do país com material genético".

O ICNB salienta que poderá ainda vir a ser instaurado inquérito criminal por tráfico internacional de fauna.

De acordo com aquele instituto, os ovos permaneceram em Portugal e foram levados pelo ICNB para o Jardim Zoológico de Lisboa, onde estão numa incubadora, tendo já começado a eclodir.

A análise dos "espécimes permitirá identificar a espécie exata a que pertencem e determinar se se trata de uma das espécies atualmente ameaçadas de extinção e se poderão vir a ser afetadas pelo seu comércio".

A entrada de papagaios no espaço comunitário europeu é controlada por um sistema internacional de licenciamento, podendo ser importadas as espécies acompanhadas de licenças de exportação e importação.

O ICNB, entidade responsável pelo licenciamento em Portugal, refere que a importação para fins comerciais de espécies selvagens está proibida, mas as criadas em cativeiro poderão obter as licenças de exportação e importação e assim ser autorizada a sua entrada no espaço comunitário.





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