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08.06.2011 14:45
Coimbra: Investigadores criam primeira empresa de produção de óleos essenciais
Coimbra, 08 jun (Lusa) -- Três investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) criaram uma empresa para produção de óleos essenciais a partir da flora nacional, a primeira do género em Portugal a nível industrial, disse hoje fonte universitária.
Coimbra, 08 jun (Lusa) -- Três investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) criaram uma empresa para produção de óleos essenciais a partir da flora nacional, a primeira do género em Portugal a nível industrial, disse hoje fonte universitária.
De acordo com Célia Cabral, fundadora, com Gustavo Costa e Tânia Carvalhais da Jardins de Vapor, a empresa "é a primeira a nível industrial em Portugal, porque até aqui só havia algumas pequenas a nível laboratorial".
Criada como 'spin off' da Universidade de Coimbra, enquanto empresa de base científica, vai ficar instalada na incubadora de empresas da Figueira da Foz, no parque industrial da cidade.
Uma caraterística "diferenciadora" da Jardins de Vapor é a aposta na extração de óleos essenciais a partir de plantas de produção exclusivamente portuguesa, revelam os investigadores.
"Os nossos óleos essenciais são obtidos exclusivamente de plantas produzidas em Portugal. A utilização de óleos essenciais, à semelhança dos outros produtos naturais à base de plantas, tem sido cada vez mais desejada por parte do público em geral e nos mais diversos setores da indústria farmacêutica à alimentar", alegam.
Outros potenciais clientes incluem empresas transformadoras da área da cosmética, aromaterapia e aromatização de ambientes.
"Ainda não temos um volume expetável de produção anual. Esperamos, até final do ano, conseguir estabilizar no mercado, já temos alguns pedidos mas ainda não estamos a laborar a 100 por cento", disse à agência Lusa Célia Cabral.
Acrescentou que a matéria prima da Jardins de Vapor inclui plantas como os tomilhos, orégãos, pinheiro, eucalipto ou erva príncipe, esta última, apesar da origem asiática, "muito divulgada em Portugal", frisou.
Outro dos objetivos da empresa passa por divulgar o potencial medicinal de plantas da flora portuguesa "e sensibilizar a população para a sua preservação", adiantou.
Desse modo a Jardins de Vapor vai promover, entre junho e dezembro, um ciclo de seminários relacionados com o tema, o primeiro dos quais -- sábado, aquando da cerimónia de inauguração da empresa -- por Helena Freitas, especialista em Botânica e vice reitora da Universidade de Coimbra, intitulado "A Importância da Biodiversidade".
A 16 de Julho, Lígia Salgueiro, docente da FFUC, fala sobre "Medicamentos à Base de Plantas: Velhos Remédios Para Novas Doenças".
Algas à mesa, a química das plantas, a biotecnologia de plantas medicinais e interações entre plantas e medicamentos são outros temas em análise, uma vez por mês, até dezembro.
JLS.
Lusa/Fim
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