12.05.2011 10:11

Torre com 30 mil livros em Buenos Aires assinala Capital Mundial do Livro 2011

 
 
 

Uma Torre de Babel com 25 metros de altura, construída em espiral com 30 mil livros de todas as línguas, foi erigida numa praça do centro de Buenos Aires (capital da Argentina) por iniciativa da artista argentina Marta Minujin. A artista decidiu criar esta Torre de Babel, porque Buenos Aires é a  Capital Mundial do Livro 2011, proclamada pela Organização das Nações Unidas  para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). 

"A ideia é unir todas as raças através do livro", explicou a artista  sobre a sua obra monumental inaugurada, ontem, e que ficará na praça San Martin até ao final de maio. 

Os seus sete andares podem ser subidos gratuitamente  por grupos de até 100 pessoas e a visita será acompanhada por uma banda  sonora criada por Marta Minujin, que dá a ouvir a palavra "livro" em todas  as línguas do mundo. 

Perto de metade dos livros que serviram de "tijolos" para a construção  da torre foi oferecida por 50 embaixadas em Buenos Aires, mas a outra metade vem de doações de milhares de pessoas mobilizadas graças a uma campanha  pública para esta "obra de participação maciça", nas palavras da artista.

No último dia de exposição da peça, 28 de maio, os visitantes podem  escolher um livro na língua da sua preferência e levá-lo.  

Alguns dos outros livros serão dados a bibliotecas e os restantes serão  catalogados e formarão a primeira coleção multilingue da capital argentina,  batizada como Biblioteca de Babel, em homenagem à "criatividade e à cultura  de todos os povos do mundo", indicou. 

No rés-do-chão da torre, podem ver-se obras de literatura, história  e geografia mundiais. O primeiro e o segundo andares são dedicados a livros  do continente americano, o terceiro e o quarto à Europa, o quinto e o sexto  à Ásia. 

Esta Torre de Babel lembra uma outra criação de Marta Minujin, o Partenon  dos Livros, construído em 1983 em Buenos Aires com títulos proibidos durante  a ditadura militar (1976-83), para uma reflexão sobre a censura. 

Conhecida pelas suas criações "habitáveis" formadas por outros materiais  como almofadas ou garrafas, que convidam o público a entrar na obra para  a viver, Marta Minujin é uma pioneira do maior movimento artístico dos anos  1960 na Argentina, o Institut Di Tella. 

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