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Exposição da World Press Photo é inaugurada em abril em Lisboa

A exposição com as fotografias vencedoras do concurso World Press Photo inaugurará a 30 de abril, no Museu da Eletricidade, em Lisboa, e não deverá contar com o trabalho do italiano Giovanni Troilo, desqualificado pela organização.

© Toru Hanai / Reuters

Fonte da comunicação da Fundação EDP revelou à Lusa que a exposição vai estar em Lisboa, de 30 de abril a 24 de maio.

O concurso internacional de fotojornalismo está envolto em polémica por causa de um dos premiados, Giovanni Troilo, que tinha vencido na categoria de "Temas contemporâneos". A organização decidiu na quarta-feira desqualificá-lo, depois de descobrir que houve violação das regras e que a obra não correspondia à realidade.

Giovanni Troilo tinha sido um dos premiados pelo trabalho "The Dark Heart of Europe" ("O coração negro da Europa"), que supostamente representava a cidade industrial belga de Charleroi.

"A história não correspondia às regras e, por isso, o prémio teve de ser revogado", disse a organização do World Press Photo em comunicado, explicando que descobriu que uma das fotografias tinha, na realidade, sido tirada em Molenbeek, em Bruxelas.

"Troilo confirmou ao telefone e por 'email' que a imagem não tinha sido tirada em Charleroi, contrariamente ao que dizia a sua candidatura. Esta informação falsificada é uma violação das regras do concurso fotográfico de 2015", indica o comunicado.

Na semana passada, o autarca de Charleroi acusou o fotógrafo italiano de ter encenado algumas das fotografias, mostrando uma imagem muito negativa da cidade. A organização acabou por investigar e chegar à conclusão de que as regras do concurso não tinham sido cumpridas.

Em comunicado, Lars Boering, da organização do World Press Photo, reconheceu que é necessário um debate sobre as definições do que é "fotografia de imprensa, fotojornalismo e fotografia documental" e que isso terá de ter implicações na ética profissional dos fotojornalistas e fotógrafos.

Lars Boering revelou que esse debate acontecerá em abril, em Amesterdão, quando forem atribuídos os prémios.

Na página oficial do World Press Photo já não consta o trabalho nem o nome de Giovanni Triolo. Com a desclassificação, a série fotográfica que tinha ficado em segundo lugar, intitulada "Chollywood", de Giulio di Sturco, passou para o primeiro lugar na categoria "Temas contemporâneos".

Este ano, o Grande Prémio do World Press Photo foi atribuído ao fotojornalista dinamarquês Mads Nissen, por um retrato íntimo de um casal homossexual, em São Petersburgo, na Rússia.

"Para lésbicas, homossexuais, bissexuais, transsexuais e trangéneros (LGBT) a vida tornou-se extremamente difícil na Rússia. As minorias sexuais enfrentam discriminação social e legislativa, perseguição e até violência e ataques, por parte de grupos nacionalistas e conservadores religiosos", justificou o júri.

Ao concurso de 2015 do World Press Photo concorreram 97.912 fotografias, de 5.692 fotojornalistas e fotógrafos de 131 países. 

Segundo o New York Times, vinte por cento das imagens a concurso são desclassificadas por serem encenadas.


Lusa
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