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Áustria evita entregar obra-prima de Klimt roubada pelos nazis

Uma das mais preciosas obras de arte da Áustria, o Friso de Beethoven, ficará por agora no país, depois de especialistas terem hoje rejeitado o pedido de restituição dos descendentes dos ex-proprietários, judeus a quem os nazis a roubaram.

© Heinz-Peter Bader / Reuters

O Conselho Consultivo para a Restituição de Arte "recomendou por unanimidade a não-devolução do 'Friso de Beethoven', de Gustav Klimt, aos herdeiros de Erich Lederer", disse o presidente daquele organismo, Clemens Jabloner, à imprensa em Viena.

O fresco, com 34 metros de comprimento, dois metros de altura e pesando várias toneladas, é considerado uma das principais obras-primas da 'art nouveau' vienense do início do século XX.

O painel de especialistas rejeitou os argumentos de que uma proibição de exportação tinha obrigado Lederer a vender a obra ao Estado austríaco em 1972, ao preço classificado pelos seus herdeiros como 'de saldo' de 15 milhões de xelins ou cerca de 750.000 dólares (691.000 euros).

Mas Marc Weber, um advogado do escritório suíço de advogados Lanter Rechtsanwaelte, que representa alguns dos herdeiros, disse à agência de notícias francesa, AFP, que o painel de especialistas tinha "misturado os factos".

"Estamos agora a considerar a hipótese de levar o caso deles ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e/ou para o dos Estados Unidos", disse Weber.










Lusa
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