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Kevin Bacon convidado para protesto contra proibição de footloose

O ator Kevin Bacon foi convidado para liderar um protesto numa cidade canadiana contra uma nova lei municipal que proíbe "mau comportamento" na cidade, incluindo a dança footloose, que o ator protagonizou no musical.

© Molly Riley / Reuters

Um grupo de pessoas de Edmonton publicaram um vídeo no Youtube pedindo ajuda para angariarem 100 mil dólares (94,5 mil euros) para levar Kevin Bacon à cidade de Taber, no sul de Alberta, para que o norte-americano lidere um protesto, na cidade de 8.104 habitantes, numa manifestação pacífica, em que será realizada uma festa com dança, idêntica à do musical Footloose.



"Uma pequena cidade em Alberta, no Canadá, recentemente aprovou uma lei a partir do filme de 1984, proibindo música 'Footloose' em público, encontros públicos, palavrões, estabelecendo vários toques de recolher", afirmou Jordan Bloemen, um dos organizadores, num vídeo publicado no Youtube. 


Jordan Bloemen acrescentou que estas proibições são "super-patéticas porque no ano de 2015, Taber, Alberta, é um lugar verdadeiro, e não um lugar imaginário de 1980 que marcou na altura o cinema de rock\dança". 


Na opinião do organizador, esta lei "viola a carta canadiana de direito e liberdade".


"Nessa pequena cidade do filme Footloose, eles precisavam de um herói. Eles precisavam de Kevin Bacon. Mr. Bacon, o povo de Taber, Alberta, precisa de um herói mais do que nunca", frisou.  


Bloemen, Matthew Gresiuk e Scott Winder lançaram a campanha para contestar a lei, "que foi mal pensada".


A lei municipal inclui uma multa de 75 dólares (55 euros) para quem cuspir em público, uma multa de 150 dólares (111 euros) para quem gritar ou mencionar palavrões num lugar público. O ruído nos bares também foi limitado. Das 23:00 às 07:00 não se pode fazer barulho. 


A lei municipal foi aprovada para "regular e proibir certa atividades" com o intuito de prevenir e obrigar à redução de ruído, dos danos ambientes, perturbações de ordem pública, com um recolher obrigatório para os menores de idade.


Lusa
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