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Investigadores espanhóis anunciam ter descoberto restos mortais de Cervantes

O investigador que tenta localizar os restos mortais de Miguel de Cervantes afirmou hoje que "é possível considerar que entre os fragmentos encontrados" na igreja das Trinitarias em Madrid se encontram "alguns" que pertencem ao autor de D. Quixote.

Especialistas têm vindo a analisar os 36 nichos da cripta da Igreja das Trinitarias e algumas das várias sepulturas descobertas no subsolo para ver se encontram os restos mortais do escritor

Especialistas têm vindo a analisar os 36 nichos da cripta da Igreja das Trinitarias e algumas das várias sepulturas descobertas no subsolo para ver se encontram os restos mortais do escritor

© Sergio Perez / Reuters

Francisco Etxebarria, o cientista que dirige a investigação promovida pela autarquia de Madrid disse à EFE que os fragmentos que foram encontrados permitem concluir "sem discrepâncias" que se tratam de restos mortais do escritor espanhol Miguel de Cercantes Saavedra, autor da obra D. Quixote de La Mancha e que morreu em 1614.

 

Os especialistas apresentam hoje, em conferência de imprensa, os resultados oficiais da investigação sobre Miguel de Cervantes.

 

Segundo declarações à Efe, o mesmo responsável disse que no local foram encontrados os restos mortais de Miguel de Cervantes, da mulher Catalina de Salazar, assim como de outras pessoas que foram enterradas na igreja primitiva e que se localiza num local diferente do que aquele onde se encontra o templo atualmente.

 

A publicação do segundo volume de D. Quixote de La Mancha (1615), considerado como o primeiro romance moderno, é assinalada este ano e em 2016 assinala-se o quarto centenário da morte de Miguel de Cervantes Saavedra (23 de abril de 1616).

 

Na semana passada, o diretor do Instituto de Cervantes em Lisboa disse à Lusa que há um "rasto português" na obra de Miguel de Cervantes marcado pela passagem do escritor espanhol pela capital portuguesa em finais do século XVI e que deve ser aprofundado.

 

Javier Rioyo pretende, por isso, organizar um congresso a realizar em Lisboa sobre os aspetos portugueses na obra do autor espanhol.

 

"Em, abril do ano que vem cumprem-se os 400 anos sobre a morte do autor. O congresso terá carácter internacional, com universidades portuguesas, espanholas, norte-americanas e outras, além dos grandes biógrafos de Cervantes que são franceses, ingleses e italianos. É preciso envolver gente diferente", referiu Rioyo.

 

 Lusa


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