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Reencontro com o mestre Rossellini

CARTAZ CINEMA

Reencontro com o mestre Rossellini

O cinema do mestre italiano Roberto Rossellini está de volta, através do lançamento de uma dezena de títulos em cópias restauradas. João Lopes comenta as principais novidades da semana, destacando ainda dois filmes marcados pelo universo do escritor alemão Heinrich von Kleist (1777-1811) e “O País das Maravilhas”, Grande Prémio de Cannes/2014.

O mercado português continua a permitir-nos a redescoberta de alguns grandes autores clássicos, através de cópias novas, digitais e restauradas. Desta vez, são lançados (em Lisboa e Porto) dez filmes de Roberto Rossellini (1906-1977). Desde os títulos emblemáticos do neo-realismo, a começar por “Roma, Cidade Aberta” (1945) até essa singular experiência documental que é “Índia” (1959), podemos rever a obra de um autor que abriu as portas do cinema moderno. Entre os títulos exibidos, constam quatro dos momentos em que Rossellini dirigiu Ingrid Bergman (com quem foi casado no período 1950-57), nomeadamente “Stromboli” (1950) e “Viagem em Itália” (1954).

O universo de Heinrich von Kleist regressa ao cinema através de dois títulos: “A Vingança de Michael Kohlhaas”, do francês Arnaud de Pallières, e “Amor Louco”, da austríaca Jessica Hausner — o primeiro adapta uma das obras mais famosas do escritor, centrada no drama de um homem que luta por recuperar os cavalos que lhe foram roubados; o segundo inspira-se em factos da vida de Heinrich von Kleist, em particular nas condições com que ele próprio preparou a sua morte.

 “Coração de Leão”, de Dome Kaukoski, é um exemplo raro da produção cinematográfica finlandesa — nele se faz o retrato íntimo de um homem que pertence a um grupo neo-nazi e, em particular, da sua relação com uma mulher que tem um filho negro.

 A dupla francesa Olivier Nakache/Eric Toledano teve um grande sucesso com “Amigos Improváveis” (2011). O seu novo filme, “Samba”, marca o reencontro com o actor Omar Sy, desta vez a interpretar um senegalês que tenta sobreviver em França, contornando a sua situação de imigrante ilegal.

 Para além de Rossellini, o cinema italiano está também presente através de “O País das Maravilhas”, retrato íntimo, amargo e doce, da vida de uma família que tenta resistir à crise e preservar a sua propriedade rural — assinado por Alice Rohrwacher, o filme recebeu o Grande Prémio do Festival de Cannes de 2014.

 

* Banda sonora: “O Conto do Vigário” (1955), de Federico Fellini

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