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Teatro D.Maria II estreia "O fim das possibilidades" de Jean-Paul Sarrazac

A peça "O fim das possibilidades", de Jean-Paul Sarrazac, com encenação de Fernando Mora Ramos e Nuno Carinhas, sobe à cena na quinta-feira, no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), em Lisboa, onde ficará em cartaz até 19 de abril.

A peça, que o dramaturgo francês "vem reescrevendo desde 2012", como afirma o TNDM em comunicado, estreou-se em março último, no Nacional S. João, no Porto, que a coproduziu com o Teatro da Rainha. (Arquivo)

A peça, que o dramaturgo francês "vem reescrevendo desde 2012", como afirma o TNDM em comunicado, estreou-se em março último, no Nacional S. João, no Porto, que a coproduziu com o Teatro da Rainha. (Arquivo)

© Rafael Marchante / Reuters

A peça, que o dramaturgo francês "vem reescrevendo desde 2012", como afirma o TNDM em comunicado, estreou-se em março último, no Nacional S. João, no Porto, que a coproduziu com o Teatro da Rainha.

No mesmo comunicado, Nuno Carinhas, numa curta declaração, atesta: "Este espectáculo traçado a carvão (um esboço largo de riscos de teatro), dedicamo-lo a Jean Pierre Sarrazac, que bem soube escrever dezoito peças numa só, num texto para ser completado pelo exercício em palco - fantasmagoria dialogal com dança macabra dentro, obra aberta sobre a mediocraticidade a que a sociedade da esperança chegou".

Sarrazac imagina o dramaturgo contemporâneo "como alguém que dorme em pé e que sonha tornar-se velador do mundo real", escreve o TNDM, afirmado que "O fim das possibilidades" "dá o corpo a este manifesto".

A peça, prossegue a mesma fonte, "começa 'no mais baixo dos céus', onde Deus e Satã arquitetam uma 'solução final' para resolver um 'problema sistémico', nome de guerra para a crise que decretou o fim do futuro".

Fernando Mora Ramos, por seu turno, afirma que as possibilidades que o título nega, habitam a parábola que é a peça, que "o iluminar abre caminhos: à razão fria das trevas do lucro opõe-se a vida como finalidade, o que vai acontecendo na fábula clama pelo seu contrário".

Como explica no comunicado o TNDM, a peça "avança por dentro da cabeça de João Baptista, 'J.B. para os amigos', um Job moderno sem job que vê chegar, no pesadelo de uma noite, um presente sem presença de vida".

"J.B. é um sonhador-construtor de resistências, e a resistência é aqui a última possibilidade humana", prossegue o Nacional, segundo o qual a narração dramática desenvolve-se "entre jogos de sonhos, cruzando a alegoria com o teatro do quotidiano, implantando o fantástico no coração do real".

Uma "'fábula satânica' [que] projeta um retrato tragicómico e grotesco da era de todas as incertezas - a nossa".

A tradução é de Isabel Lopes, a cenografia e figurinos, de Nuno Carinhas, a interpretação está a cargo de Alberto Magassela, Alexandre Calçada, Carlos Borges, Catarina Lacerda, Fernando Mora Ramos, Ivo Alexandre, Joana Carvalho, José Carlos Faria, Lígia Roque, Maria Quintelas, Paulo Calatré, Paulo Moura Lopes, estando também em palco Fábio Costa, Isamar, Luís Santiago, Olga Dias, Pedro Nogueira e Tiago Moreira.

O dramaturgo francês Jean-Pierre Sarrazac, de 69 anos, tem editado em Portugal o ensaio "O futuro do drama" (2002), é professor "emeritus" da Universidade de Paris - Sorbonne III, e professor convidado da Universidade de Louvaina, na Bélgica. Encenou peças suas e de dramaturgos como Valère Novarina, August Strindberg e Johannes von Saaz.

Tem publicadas cerca de cinco peças - a primeira data de 1976, "Lazare lui aussi rêvait d'eldorado" - e cinco ensaios, entre eles, "O futuro do drama".
Lusa
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