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Alessandro Gatto voltar a vencer PortoCartoon

O italiano Alessandro Gatto venceu o grande prémio do 17.º PortoCartoon, organizado pelo Museu Nacional da Imprensa, no Porto, num evento que se estreia na atribuição de um prémio a uma mulher, anunciou esta segunda feira a organização.

A caricatura "Window” (“Janela”), do artista italiano Alessandro Gatto, foi anunciado hoje como o vencedor do Grande Prémio do XVII PortoCartoon-World Festival.

A caricatura "Window” (“Janela”), do artista italiano Alessandro Gatto, foi anunciado hoje como o vencedor do Grande Prémio do XVII PortoCartoon-World Festival.

PORTOCARTOON 2015

Na conferência de imprensa do anúncio dos premiados deste ano, em que a competição esteve subordinada ao tema "A Luz", o diretor do museu, Luís Humberto Marcos, lembrou que Gatto já havia vencido o galardão há três anos -- agora transformado em escultura na praça de Lisboa - e salientou ser "muito honroso" para a instituição ver o trabalho "Window" distinguido.

O segundo prémio do concurso foi atribuído a "Safe Light" da polaca Izabela Kowalska-Wieczorek, a primeira mulher a ser premiada no PortoCartoon, enquanto o terceiro prémio foi para o russo Andrei Popov por "Lantern".

Nas categorias especiais dedicadas ao futebolista Cristiano Ronaldo e ao escrito Ernest Hemingway foram premiados, respetivamente, o polaco Krzysztof Grondziel e o brasileiro Dalcio Machado.

"Em apreciação estiveram cerca de 1700 obras, de quase 500 artistas, oriundas de todos os continentes. Portugal é o país com mais participação: com 154 trabalhos, de 62 cartunistas. Seguem-se o Irão (152), Roménia (121), Turquia (101), Sérvia (82) e Brasil e Rússia (ambos com 57), e Ucrânia (53) e Polónia (45)", referiu a organização em comunicado.

O júri da edição deste ano foi composto pelo professor universitário Andrew Howard, pelo presidente da Federação de Organizações de Cartunistas, Bernard Bouton, por Luís Humberto Marcos, pelo representante da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto Luís Mendonça, pelo encenador Roberto Merino e pelo fundador do Museu de Humor de Fene, Xaquín Marín, com o cartunista do Charlie Hebdo Georges Wolinski, assassinado no começo do ano, como presidente honorário.

Na conferência de imprensa, Andrew Howard estabeleceu a relação entre o humor e a filosofia, que partilham a mesma missão: "descrever o mundo para que possamos compreendê-lo melhor".

Lusa
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