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Homenagem ao poeta Herberto Helder em sessão especial hoje no Cinema Monumental

O escritor Herberto Helder, falecido em março, vai ser alvo de uma homenagem no Cinema Medeia Monumental, em Lisboa, hoje, que inclui a exibição de dois filmes e a leitura de poemas. 

Herberto Helder morreu na noite de 23 para 24 de março do ano passado, na sua casa, em Cascais.

Herberto Helder morreu na noite de 23 para 24 de março do ano passado, na sua casa, em Cascais.

Segundo a exibidora Medeia Filmes, o programa especial sobre a relação de Herberto Helder (1930-2015) com o cinema tem como título "Memória, montagem", vindo do próprio texto do poeta, incluído no livro "Photomaton & Vox", e decorre a partir das 21:00, começando pela intervenção "Uma espécie de Cinema das Palavras", pela ensaísta Rosa Maria Martelo, autora do livro "Cinema da poesia".

"Photomaton & Vox", que Herberto Helder publicou em 1979, expõe uma relação estreita do poema com a imagem e o cinema, em particular. "Qualquer poema é um filme", escreve o poeta nesta obra.

O programa "Memória, montagem" inclui ainda a leitura de poemas de Herberto Helder, pelo ator e encenador Diogo Dória e pelo jornalista da Antena 2 Luís Caetano.

De seguida, será projetada a curta-metragem "As deambulações do Mensageiro Alado", de Edgar Gonsalves Preto, produzida em 1969, na qual surge Herberto Helder, que mimetiza títulos de algumas das suas obras, num contexto em que é posta em causa a sociedade portuguesa da época, sob a ditadura.

Segue-se a projeção de "Dois vultos na Paisagem" ("Figures in a Landscape"), filme de Joseph Losey, centrado na fuga de dois prisioneiros, sobre o qual escreveu o poeta.

"Em 'Figures in a Landscape', de Losey, quase se não dá por nada. Mas é-se atingido em cheio. Percebe-se tudo: a nossa mesma agonia. Por exemplo: como a fluidez pode ser cruel", escreve Herberto Helder, no texto "Memória, montagem", do livro "Photomaton & Vox", publicado pela Assírio & Alvim (1979/87).

Herberto Hélder Luís Bernardes de Oliveira nasceu a 23 de novembro de 1930, na freguesia do Monte, no Funchal, e viria a falecer em casa, em Cascais, no passado dia 23 de março, aos 84 anos.

Avesso ao mediatismo literário, Herberto Helder, considerado um dos mais importantes autores da poesia portuguesa, deu a última entrevista em 1968 e recusou o Prémio Pessoa em 1994.

"A morte sem mestre" foi o último livro de originais do poeta, publicado em junho de 2014, pela Porto Editora.

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