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Joana Vasconcelos apresenta "Giardino dell'Eden" na Bienal de Veneza

A artista plástica Joana Vasconcelos apresenta a instalação "Giardino dell'Eden", na Bienal de Veneza, em Itália, que abre ao público no sábado.

© Hugo Correia / Reuters

A 56.ª Bienal de Arte de Veneza, que se realiza até 22 de novembro, tem como tema "All the world's futures" ("Todos os futuros do mundo", em tradução livre) e, como curador-geral, Okwui Enwezor. 

"Giardino dell'Eden", segundo comunicado do ateliê de Joana Vasconcelos, representa "um labiríntico Eden de flores artificiais e luz", e é apresentado num pavilhão insuflável.

"Em 'Giardino dell'Eden', luzes, motores síncronos e discos policromos em rotação criam uma ilusão de movimento no labirinto de flores artificiais, sugerindo, em conjunto com sons mecânicos, o zumbido de insetos ou o sopro leve do vento", explica a mesma fonte.

Durante a semana inaugural, "Giardino dell'Eden" tem "um habitante: inspirado pelos sons mecânicos do jardim, [o músico] Jonas Runa criou a performance eletrónica 'Synchronicity'", afirma o ateliê de Vasconcelos.

"Runa veste um fato eletroluminescente desenhado por Joana Vasconcelos e utiliza 'instrumentos invisíveis', sensores de deteção de movimento conectados a fontes de luz e som, para criar um jardim sonoro eletroacústico", explica a mesma fonte.

A participação de Joana Vasconcelos é feita a convite da relojeira Swatch. Segundo o ateliê da artista, a "instalação de Vasconcelos impõe-se como antítese da noção clássica de um jardim".

"Em oposição ao conceito de simulacro, a instalação revela, através deste inesperado 'low-tech' Eden, a artificialidade flagrante das flores e da luz que ilumina. 'Giardino dell'Eden' deve necessariamente ser apresentado de dia, num espaço privado interior".

A instalação, prossegue o ateliê de Vasconcelos, integra "o som mecânico de centenas de motores em funcionamento, engendrando uma sabotagem onírica dos mecanismos de hiper-realidade e simulação".

"'Giardino dell'Eden' representa um tesouro ideal, um cenário idílico, uma experiência misteriosa que nos leva a descobrir o universo da [relojoeira] Swatch", que convidou a artista.

Joana Vasconcelos, que foi a representante oficial portuguesa na Bienal de 2103 com o cacilheiro "Trafaria Praia", participou há 10 anos, pela primeira vez, nesta mostra internacional.

Lusa
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