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Novo Museu dos Coches vai receber a carruagem enviada a Clemente XI

O novo Museu dos Coches, em Belém, que abre a 23 de maio, vai receber na terça-feira o Coche dos Oceanos, que fez parte, em 1716, da embaixada enviada por D.João V ao papa Clemente XI. 

museudoscoches.pt

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O coche histórico vai ser transferido do atual para o novo museu, na terça-feira, às 10:30, segundo um comunicado hoje divulgado pela Secretaria de Estado da Cultura.

Um dia antes, segunda-feira, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e o arquiteto Ricardo Bak Gordon, que participou no projeto, fazem uma conferência de imprensa, às 12:00, sobre a futura inauguração do novo espaço museológico, seguida de visita às instalações.

O novo edifício do Museu Nacional dos Coches irá abrir ao público no dia 23 de maio, data do 110.º aniversário da inauguração do museu original, em 1905, por iniciativa da rainha D. Amélia, mulher do rei D. Carlos I.

O museu reúne uma coleção única no mundo de viaturas de gala e de passeio, do século XVII ao século XIX, na maioria provenientes dos bens da coroa ou da Casa Real portuguesa.

Em março último, o novo museu recebeu simbolicamente o primeiro coche - o Landau do Regicídio - por ser um dos mais importantes do acervo e o último a entrar no museu, pouco antes da implantação da República, em 1910.

O Museu Nacional dos Coches, instalado no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém, vai continuar aberto ao público com um núcleo dedicado à rainha D. Amélia, como então anunciou o diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva.

Para o futuro museu estão a ser transferidos 70 coches, em várias fases, do atual museu e do Paço de Vila Viçosa, no distrito de Évora, onde permanecerá também um conjunto de carruagens e de viaturas de aparato.

O antigo edifício do Museu dos Coches continuará a funcionar como parte integrante do novo museu, acolhendo algumas carruagens e viaturas de aparato do século XVIII, arreios, e um núcleo dedicado à rainha D. Amélia, assim como toda a galeria de pintura dos reis de Portugal.

Questionado, na altura, sobre a polémica gerada pelo novo edifício, cuja abertura foi sucessivamente adiada e considerada não prioritária pelo Governo, o diretor-geral do Património Cultural sublinhou que as novas instalações constituem "um marco da arquitetura em Portugal, desenhado por um Pritzker", Paulo Mendes da Rocha, cujos projetos foram doados à Casa da Arquitetura, em Matosinhos.

Vassallo e Silva recordou que a obra foi planeada pelo anterior Governo: "Agora temos um equipamento extraordinário a que temos de dar uso, e que irá permitir uma apresentação nova destas viaturas, enquadradas num ambiente diferente, com mais espaço, com a beleza realçada".

 O modelo de gestão será anunciado no dia da abertura e, sobre o orçamento anual estimado, Vassallo da Silva indicou um valor de 3,3 milhões de euros.

Um passadiço de ligação entre o museu e o outro lado da via férrea deverá ficar concluído em março de 2016, segundo o subdiretor-geral Samuel Rego.

Sobre os preços de entrada no novo museu - no atual são seis euros -, ainda não foram divulgados os valores.

O novo Museu Nacional dos Coches é composto por dois edifícios, com quatro pisos, com duas salas de exposição permanente, uma sala de exposições temporárias, auditório, serviço educativo, laboratório, oficinas, zonas técnicas e administrativas. 

Ocupando 15.177 metros quadrados nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, o projeto foi concebido em consórcio com os ateliês MMBB Arquitetos (Brasil), Bak Gordon Arquitetos e Nuno Sampaio Arquitetos (Portugal).

Adjudicado no Governo socialista e finalizado em 2012, o projeto de construção destinou-se à execução das contrapartidas do Casino Lisboa, num investimento de 39 milhões de euros.

Em 2014, o Museu dos Coches recebeu 206.887 visitantes, ficando em segundo lugar, depois do Museu Nacional de Arte Antiga, entre os mais visitados do país sob tutela da DGCP.

Lusa
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