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Quadro "O Almoço do Trolha" entre 23 obras de Júlio Pomar que vão a leilão

A tela a óleo "O Almoço do Trolha", de Júlio Pomar, é uma das 23 obras do pintor que vão a leilão a 27 e 28 de maio, em Lisboa, pelo Palácio do Correio Velho, anunciou hoje a leiloeira. 

De acordo com a empresa, vão ser apresentados 565 lotes, neste Leilão de Antiguidades, Arte Moderna e Contemporânea, que tem início no dia 27 às 19:30. 

Das 23 obras de Júlio Pomar, oito são originais, e 15 são obras gráficas provenientes da coleção de Maria José Salvador e Manuel Torres, destacando-se, do conjunto, "O Almoço do Trolha", uma das mais importantes do artista e do neorrealismo português. 

Esta tela foi exposta ainda inacabada em 1947, durante a prisão de Júlio Pomar no Forte de Caxias, tendo sido terminada em 1950, tornando-se uma das mais representativas do movimento do Neorrealismo.

"Pisa III", "Luta" e "Tigre" são outras obras de Júlio Pomar que vão a leilão.

Os artistas Artur Bual, José Cargaleiro, Columbano, Costa Pinheiro, Eduardo Viana, Escada, João Hogan, Julião Sarmento, Lima de Freitas, Nadir Afonso, Paula Rêgo e Sá Nogueira também vão estar representados, com obras, neste leilão. 

O engenheiro Manuel Torres foi, na década de 1950, um dos sócios fundadores da Gravura -- Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses, por onde passaram dezenas de artistas. Ao longo de mais de meio século, foi uma das principais divulgadoras da arte moderna em Portugal.

A Gravura foi criada numa garagem improvisada em Algés, propriedade de Manuel Torres - falecido este ano -, que apoiou a cooperativa e comprou centenas de primeiras obras a artistas que passaram pela cooperativa, até 2004, ano em que se desvinculou desta entidade.

Manuel Torres reuniu uma coleção ímpar no género e, mais tarde, tentou vender parte dela a vários museus, acabando uma extensa parte do acervo por ser adquirida pela Caixa Geral de Depósitos.






Lusa
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  • Há mesmo um carro voador pousado no meio de Paris

    Dito assim, exageramos a importância da coisa, porque de facto estamos a falar de um protótipo que, inteiro, nunca voou. Dito assim, diminui a importância de termos ali mesmo à nossa frente um seríssimo protótipo de carro voador feito em colaboração pela Italdesign e pela Airbus a grande companhia construtora de aviões na Europa, desde o ano passado também com a colaboração da Audi. Faltava aqui um grande construtor de automóveis capaz de acrescentar o seu conhecimento.

    Lourenço Medeiros