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Prémio Amália passa a distinguir apenas uma personalidade

A Fundação Amália Rodrigues decidiu este ano, pela primeira vez, distinguir apenas uma personalidade ou entidade com o Prémio Amália, que passa a ter uma nova identidade, disse à Lusa fonte da instituição.

2001 - Os restos mortais da fadista Amália Rodrigues são trasladados para o Panteão Nacional

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ARMANDO FRANCA

"Este único prémio será entregue a uma personalidade ou entidade, nacional ou internacional, que tenha desenvolvido ou esteja a desenvolver, um trabalho ímpar na área cultural e artística", disse à Lusa Paulo Valentim, da Fundação Amália Rodrigues. 

O novo conselho de administração da Fundação Amália decidiu extinguir todas as categorias dos Prémios Amália Rodrigues, que existiam desde 2005, e atribuir apenas um prémio que "represente a dimensão única da Amália, que era uma mulher do mundo", acrescentou o responsável. 

Os Prémios Amália foram criados em 2005, pela Fundação Amália Rodrigues, instituída por vontade testamentária da fadista, falecida em outubro de 1999. Os galardões tinham como objetivo distinguir anualmente "artistas de grande valor, reconhecendo e estimulando novos talentos", como explicou na ocasião à Lusa fonte da Fundação.

Sob o renovado nome de "Prémio Amália", o galardão é atribuído "a alguém que faça algo novo ou de muito valor", salientou Paulo Valentim, que acredita que este prémio singular se pode aproximar ao Prémio Pessoa, "legitimando a vontade da fadista". 

À semelhança dos anos anteriores, será divulgado em comunicado, entre julho e setembro, o artista ou entidade vencedora. A entrega física do Prémio é depois feita numa Gala, que se vai realizar no Teatro Municipal S.Luiz, no dia 06 de outubro, data em que se assinalam os 16 anos da morte da fadista. 

Paulo Valentim afirmou que acredita que vai ser reconhecida "uma figura ímpar e que isso poderá agradar significativamente o público", e sublinhou a menor dimensão mediática que os Prémios Amália Rodrigues, nas suas diferentes categorias, tinham relativamente a outros prémios atribuídos em Portugal. 

O responsável da Fundação enfatizou o facto de o júri ser constituído por personalidades "de reconhecida competência" no meio cultural.

O júri desta primeira edição integra Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado da Cultura, e a cantora Simone de Oliveira, que Amália Rodrigues convidou para representar Portugal no Festival Internacional da Canção no Rio de Janeiro, em 1966, e para um espetáculo especial no Olympia, em Paris, em 1969. 

O painel de jurados fica completo com o músico Joel Pina, que partilhou regularmente palcos de todo o mundo com Amália, o fadista Rodrigo, com mais de 50 anos de carreira, e o jornalista Nuno Lopes, da agência Lusa, que fez parte do painel do júri dos extintos Prémios Amália.

Entre os homenageados, que receberam uma estatueta em bronze com a figura de Amália Rodrigues, de autoria do Ruy Fernandes, contam-se Argentina Santos, Rui Vieira Nery, Camané, o Museu do Fado, Aldina Duarte, Maria da Fé, Mário Raínho, Custódio Castelo, José Luís Gordo, Carlos Manuel Proença e Ana Moura.

Paulo Valentim realçou à Lusa que "a Fundação não está a considerar alterar este galardão simbólico", mas, reforçou, "passa a ser atribuído a uma só personalidade". 

O novo regulamento pode ser consultado no sítio 'online' da Fundação Amália Rodrigues - http://www.amaliarodrigues.pt, a partir de hoje. 

Esta nova perspetiva de atribuição do Prémio Amália coincide com o primeiro ano do mandato do atual conselho de administração da Fundação, presidido pelo advogado João Aguiar.

Lusa
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