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Novas análises aos restos mortais de Pablo Neruda inconclusivos sobre eventual envenenamento

Análises recentes aos restos mortais do poeta e prémio Nobel chileno Pablo Neruda revelaram a presença em larga escala de bactérias infeciosas mas não é possível determinar se foi envenenado pela ditadura de Augusto Pinochet, anunciou hoje a justiça.  

© Eliseo Fernandez / Reuters

Os novos testes efetuados por especialistas em Medicina Legal da Universidade de Múrcia, Espanha, revelaram "a presença de três tipos de proteínas nos restos mortais do poeta", morto alguns dias após o golpe de Estado do 11 de setembro de 1973 que derrubou o presidente socialista Salvador Allende e instaurou a ditadura militar dirigida por Pinochet. 

Os dois primeiros grupos de proteínas estariam associados ao cancro avançado da próstata de que padecia o poeta, e mencionado como causa oficial da sua morte. 

No entanto, em relação ao terceiro grupo de proteínas bacterianas, "é difícil estabelecer ou excluir a presença de um processo infecioso agudo nas últimas horas da vida do poeta", segundo um comunicado oficial das autoridades judiciais chilenas, que alegaram o caráter "confidencial" dos resultados. 

A presença destas bactérias "suporta a dúvida razoável que mantínhamos, de que houve a intervenção de um terceiro", declarou em conferência de imprensa Rodolfo Reyes, sobrinho do poeta. 

Os restos mortais de Neruda foram submetidos a numerosos exames que nas conclusões relacionaram a sua morte com o cancro de que padecia.

Neruda morreu em 23 de setembro de 1973, 12 dias após o golpe de Pinochet contra o governo de unidade popular de Allende.

Segundo o certificado de óbito da Junta militar, faleceu vítima de cancro da próstata, mas segundo o seu motorista da época, Manuel Araya, teria sucumbido a uma misteriosa injeção ministrada na véspera da sua partida para o México, onde pretendia exilar-se e dirigir a oposição contra a ditadura de Pinochet.    

Após uma longa batalha judicial, a exumação dos restos e Pablo Neruda decorreu há dois anos na Isla Negra, costa central do Chile, local da última residência do poeta e onde permanece enterrado. 

Lusa
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