sicnot

Perfil

Cultura

Cascais recebe primeiro Festival Internacional de Cultura de 3 a 12 de julho

António Lobo Antunes, entrevistado pelo irmão João Lobo Antunes, e o escritor israelita David Grossman, à conversa com Clara Ferreira Alves, vão marcar o Festival Internacional de Cultura, em Cascais, entre 03 e 12 de julho.

(Arquivo)

(Arquivo)

LUSA

O Festival Internacional da Cultura (FIC), que foi hoje apresentado, vai decorrer pela primeira vez em Cascais e vai incluir atividades ligadas à Literatura, Música e Teatro, ao longo de dez dias.

A escritora Lídia Jorge, curadora do Festival, destacou como "grandes momentos" a conversa entre os irmãos António e João Lobo Antunes, marcada para 04 de julho, no Museu Paula Rego, a entrevista da jornalista Clara Ferreira Alves ao escritor israelita David Grossman, no dia 05 de julho, e o diálogo entre a escritora Maria Teresa Horta e o jornalista José Fialho Gouveia, a 06 de julho.

"Penso que vão ser daqueles grandes momentos, inéditos, que os amantes da Cultura não vão querer perder", disse a curadora.

Para Lídia Jorge, o Festival tem por objetivo mostrar que "o livro é o elemento estrutural e é o objeto que constitui o pilar fundamental de todas as artes".

A presença do escritor israelita insere-se no âmbito dos 50 anos das Publicações D.Quixote, efeméride a propósito da qual será também interpretada, pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, a 'suite' "D.Quixote", de Georg Philipp Telemann, e os atores e alunos do Teatro Experimental de Cascais apresentarão uma leitura encenada de "D.Quixote de la Mancha", de Cervantes.

Atividades em família, percursos temáticos, artes plásticas e de outras disciplinas, debates sobre literatura e atualidade, exposições, noites de poesia e espetáculos de teatro e de música estão incluídos na programação do FIC, que vai incluir ainda uma Feira do Livro.

Com entrada gratuita, do programa consta ainda um debate sobre "A Europa no seu labirinto - A crise ética e a ética da crise", entre Jaime Nogueira Pinto e Francisco Louçã, com moderação de Maria João Avillez.

"Rimos de quê? - O Humor e a Literatura" é o mote de discussão entre Rita Ferro, Maria Rueff e Nuno Artur Silva, moderado por Francisco José Viegas, a 09 de julho.

Os escritores Mia Couto, José Eduardo Agualusa e Lídia Jorge vão, a 10 de julho, falar sobre "África na Literatura Lusófona", num debate moderado por Laurinda Alves.

A relação Cinema e a Literatura vai chamar à discussão os realizadores João Botelho e Margarida Cardoso e a atriz Inês de Medeiros (que também dirigiu ficção e um documentário), num encontro moderado por Mário Augusto, a 11 de julho.

Na vez da Música, João Afonso, Ana Bacalhau e Capicua vão falar sobre "Sons da Mudança - a música na definição da identidade", a 12 de julho.

Organizado pela Câmara de Cascais e pelo grupo LeYa, o evento quer chegar a diferentes públicos e deverá repetir-se nos próximos anos.

"Esperamos que seja muito atraente para diferentes públicos. Há uma preocupação de fazer diferentes atividades para chegar a todas as pessoas", disse o administrador da LeYa Tiago Morais Sarmento.

O presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, considerou que "estão reunidos todos os ingredientes necessários e suficientes para uma iniciativa que se possa repetir nos anos seguintes".

Lusa
  • Portugueses e espanhóis protestam em Salamanca contra mina de urânio
    0:38

    País

    O Bloco de esquerda desafia o Governo português a exigir às autoridades espanholas uma avaliação do impacto ambiental da mina de urânio a 40 quilómetros da fronteira portuguesa. Este caso está gerar contestação entre os ambientalistas. Várias associações portuguesas participaram este sábado numa manifestação em Salamanca. A Quercus diz-se preocupada com o impacto da mina de urânio no território português.

  • PS e PSD querem acordo sobre fundos e descentralização até ao verão
    3:07
  • Assalto a Tancos e roubo de armas da PSP podem estar relacionados
    1:24

    País

    O assalto a Tancos e o roubo de três armas da PSP, recuperadas na semana passada, podem estar relacionados. O semanário Expresso avança hoje que há suspeitos de terem participado nos dois assaltos e o grupo, ou parte dele, atua principalmente do Algarve, com possíveis ligações a outras organizações espalhadas pelo país ou até transacionais.

  • As gravações que provam que as autoridades conheciam o perfil violento de Nikolas Cruz
    1:35