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PCP acusa o Governo de "maltratar a cultura"

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou esta quinta-feira o Governo por ter substituído o Ministério da Cultura por uma secretaria de Estado, acusando ainda o Executivo de "maltratar a cultura" no plano orçamental.

(Arquivo)

(Arquivo)

Miguel Angel Morenatti / AP

"O desenvolvimento cultural é fundamental, e o que temos verificado por parte deste Governo é um maltratar da cultura, particularmente no plano orçamental, esta verba escandalosa de 0,1% [do Orçamento do Estado] para a cultura, a falta de apoios, a própria desvalorização substituindo o ministério por uma secretaria de Estado da Cultura", afirmou Jerónimo de Sousa à Lusa no final de uma reunião com a administração do Teatro nacional D. Maria II, em Lisboa.

O dirigente comunista defendeu também que é possível que o teatro "volte a ter na sociedade o papel que teve no passado", acrescentando que a cultura é "insubstituível e indispensável" para a democracia.

"É possível de facto que o teatro volte a ter na nossa sociedade o papel que teve no passado recente e creio que foi muito útil este nosso encontro [com a administração do Teatro Nacional D.Maria II], na medida em que assim estamos a construir um programa que parte da realidade, parte do conhecimento".

Uma comitiva do Partido Comunista Português reuniu-se hoje com a administração do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, no "quadro da construção do programa eleitoral" do partido.

O presidente do conselho de administração do Teatro Nacional D.Maria II, Nuno Honrado, disse à Lusa que o PCP auscultou "as dificuldades que o Teatro tem atravessado", e aproveitou para "conhecer um pouco melhor" o projeto que o Teatro Nacional tem e o seu funcionamento.

Como maior dificuldade, Nuno Honrado apontou problemas no financiamento, que afetam a "maior parte das entidades culturais em Portugal".

"Essas dificuldades, acreditamos nós, serão ultrapassadas progressivamente, mas elas existem e portanto é de facto importante falar nelas e perceber também que elas são inibidoras e condicionantes de muito daquilo que deve ser a atividade de um teatro desta natureza", concluiu o presidente do conselho de administração.

O secretário-geral do PCP aproveitou ainda para elogiar o Teatro Nacional por, apesar das dificuldades, terem continuado a realizar projetos que envolvam a cidade, a população de Lisboa e outras salas de espetáculo.
Lusa
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