sicnot

Perfil

Cultura

António Pires estreia "Quatro santos em três atos", de Gertrude Stein, no Teatro do Bairro

O espetáculo "Quatro santos em três atos", de António Pires, a partir de um libreto da autora norte-americana Gertrude Stein, estreia-se na quinta-feira, no Teatro do Bairro, em Lisboa.

Lusa

"Quatro santos em três atos" é uma ópera escrita em 1927 e publicada em 1929, com libreto de Gertrude Stein e música de Virgil Thomson, uma obra pouco convencional para o começo do século XX, que foi considerada a primeira a ser interpretada por um elenco exclusivamente composto por cantores negros.

António Pires volta a encenar um texto de Gertrude Stein, entregando à escritora Luísa Costa Gomes a autoria da versão cénica desta ópera, para 21 atores e bailarinos.

O espetáculo, que estará em cena no Teatro do Bairro até ao dia 28, foca-se em dois santos - Santa Teresa de Ávila e Inácio de Loyola - embora Gertrude Stein tenha acrescentado outros, alguns imaginados.

"Um texto desta natureza pede criação: e ela aparece de vez em quando sob a forma de paródia quase trava-línguas dos poemas barrocos de Santa Teresa", escreve Luísa Costa Gomes no texto de apresentação deste espetáculo.

Antes de "Quatro santos em três atos", António Pires encenou outros textos de Gertrude Stein, considerada uma das pioneiras do modernismo na literatura: "Say it with flowers", estreado em 2009, na discoteca Lux, e "A list", encenado em 1996, na Cornucópia, ambos em Lisboa.

"Quatro santos em três atos" será interpretado por Francisco Tavares, Leonor Keil, Pedro Sousa, Solange Santos, Tiago Careto, Andreia Cabral, Carolina Campanela, Carolina Serrão, Catarina Félix, Catarina Moreira Pires, Cláudia Alfaiate, Diogo Leite, Diogo Xavier, Filipa Feliciano, Frances Edward, Francisco Vistas, Jaime Baeta de Almeida, João Maria, Lourenço Seruya, Mafalda Rodrigues e Rita Sereno.

O espetáculo - "uma ópera extremamente lúdica", com escreve António Pires - tem ainda uma particularidade. O cenário, assinado por João Mendes Ribeiro, inclui um espelho oblíquo de grandes dimensões que altera a percepção do espaço e representa a visão de "uma paisagem celeste".

 

 

 

 

 

Lusa

  • Paulo Macedo pede calma para o bem do banco
    1:45

    Caso CGD

    Paulo Macedo falou pela primeira vez desde que foi eleito o novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos e, para o bem do banco público, pediu calma a todos. Passos Coelho veio dizer que a recapitalização da Caixa pode ter de ser feita no verão do próximo ano para salvaguardar o défice deste ano. Já António Costa preferiu não comentar as declarações de Passos e diz que o banco público há muito que precisava de ser recapitalizado.

  • Condutores continuam com dúvidas em como circular numa rotunda
    2:06

    País

    Circular nas rotundas continua a ser um problema para muitos condutores. Cerca de 3 mil foram multados nos últimos três anos depois da entrada em vigor do novo código, os números são avançados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Os instrutores de condução dizem que a medida provoca mais confusão nas horas de ponta.

  • O que aconteceu à menina síria que relatava a guerra no Twitter?
    1:59
  • Youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Reportagem da SIC "Renegados"
    1:27

    Grande Reportagem SIC

    O youtuber Miguel Paraiso escreveu uma paródia musical para a Grande Reportagem SIC "Renegados". Desde ontem já teve 67 mil visualizações no Facebook. Imagine que ia renovar o cartão de cidadão e diziam-lhe que afinal não é português? Mesmo tendo nascido, crescido, estudado e trabalhado sempre em Portugal? Foi o que aconteceu a inúmeras pessoas que nasceram depois de 1981, quando a lei da nacionalidade foi alterada.«Renegados» é como se sentem estes filhos de uma pátria que os excluiu. Para ver, esta quarta-feira, no Jornal da Noite da SIC.

  • "A nossa guerra não deixou heróis, só vilões e vítimas"
    5:26

    Mundo

    Luaty Beirão é o rosto mais visível de um movimento de contestação ao regime angolano que começou em 2011, ano da Primavera árabe. Mas a par dos 15+2, mediatizados num processo que os condenou por lerem um livro, outros activistas arriscam diariamente a liberdade.