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Patti Smith apresenta álbum "Horses" em setembro em Lisboa

A cantora e poetisa norte-americana Patti Smith vai regressar este ano a Portugal para apresentar ao vivo o álbum "Horses", de 1975, a 21 de setembro no Coliseu de Lisboa, anunciou hoje a promotora.

Matt Sayles

Patti Smith mostrou este mesmo espectáculo em junho no festival Primavera Sound, no Porto, regressando agora para um concerto em sala fechada. Além de "Horses", o álbum de estreia, a compositora recordará outros temas emblemáticos da carreira.

Apelidada de "madrinha do punk", Patti Smith, 68 anos, é artista visual, poetisa, ativista e compositora, tendo entrado na música na década de 1970, no fervilhante ambiente cultural e artístico de Nova Iorque, onde se cruzou com nomes como Jimi Hendrix, Andy Warhol, Allen Ginsberg e Janis Joplin.

Embora a sua ambição inicial fosse dedicar-se à escrita, como conta no livro de memórias "Apenas miúdos", Patti Smith acabou por se tornar mais conhecida através da música. Ainda antes de completar trinta anos, lançou "Horses", em 1975, que é considerado um dos álbuns marcantes do início do movimento punk em Nova Iorque.

Se for semelhante ao que fez no Porto, onde deu dois concertos que acabaram por ser de celebração entre músicos e público, em setembro Patti Smith tocará na íntegra o álbum "Horses", que inclui os temas "Gloria", "Free money" e "Elegie", ao qual adicionará os temas "Because the night", escrito em 1978 com Bruce Springsteen, e "People have de power", de 1988, feito em parceria com Fred "Sonic" Smith.

Além de "Apenas miúdos", premiado livro no qual recorda a relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe, Patti Smith tem editados em Portugal "O mar de coral" (não edições), "Ha! Ha! Houdini" (&etc) e "Witt" (Assírio & Alvim).

Patti Smith editará no outono um novo livro de memórias, intitulado "M Train", no qual recorda alguns dos momentos mais importante da vida dela, incluindo o tempo em que viveu em Michigan com o marido, Fred 'Sonic' Smith, que morreu em 1994.

O livro deverá ser editado em 2016 pela Quetzal, a editora de "Apenas miúdos".

Lusa

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