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Realizador considera "vergonhoso" parecer da UNESCO sobre "tesouro" em Madagáscar

O produtor de um documentário sobre a descoberta dos destroços do navio e do tesouro de um pirata famoso, perto de Madagáscar, contestou hoje um relatório da UNESCO que desacredita as "descobertas arqueológicas" reclamadas pelo explorador Barry Clifford.

© Nir Elias / Reuters

Sam Brown, que realizou um documentário sobre o explorador subaquático norte-americano, Barry Clifford, afirma ser "vergonhoso" o relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) divulgado na terça-feira a desacreditar as descobertas reclamadas por Clifford, acrescentando que a organização é "ideologicamente contra as explorações arqueológicas financiadas pelo setor privado".

Em maio, Barry Clifford reclamou a descoberta dos destroços do navio do famoso pirata William Kidd e exibiu um lingote de 50 quilos, alegadamente de prata.

Porém, na terça-feira, a UNESCO negou tal descoberta, afirmando que o lingote é de chumbo e que os supostos destroços do navio "Adventure Galley", do famoso pirata escocês, correspondem na realidade a restos de antigas instalações portuárias da Ilha de 'Sainte-Marie', situada a este de Madagáscar.

"Quando o lingote foi descoberto nós enviámos fotografias a vários especialistas independentes que nos asseguraram tratar-se de prata", salientou Sam Brown, acrescentando que "infelizmente" não foi possível testar o lingote por este ter sido enviado ao Presidente de Madagáscar e remetido para Antananarivo.

Sam Brown refere ainda que a equipa de Barry Clifford investigou o local do naufrágio durante 15 anos, enquanto a UNESCO demorou apenas alguns dias para desacreditar os seus resultados.

William Kidd, que iniciou a sua carreira marítima, no século XVII, como capitão da marinha inglesa, tornou-se depois um dos mais temidos piratas e acabou por afundar deliberadamente o "Adventure Galley" na ilha de 'Sainte-Marie', tendo morrido pouco tempo depois (1701), enforcado em Londres por pirataria.

Esta é a segunda vez que a UNESCO refuta descobertas anunciadas por Barry Clifford.

Em 2014 o explorador anunciou ter encontrado ao largo do Haiti os destroços da nau Santa Maria de Cristóvão Colombo, o que foi imediatamente desmentido por uma missão da UNESCO.

Lusa

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