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Há músicas do mundo a ecoar em Sines até sábado

Há músicas do mundo a ecoar em Sines até sábado

Até sábado continua o festival de músicas do mundo em Sines. Na chegada dos concertos ao castelo e à avenida da praia, houve sons do México e da Nigéria, sem faltar o fado de Ricardo Ribeiro.

O Festival Músicas do Mundo (FMM) mudou-se de "malas e bagagens" para Sines, depois da abertura, no fim de semana, na aldeia turística de Porto Covo, em que atraiu milhares de pessoas.

As portas do Castelo de Sines abriram hoje ao som do fado clássico de Ricardo Ribeiro, para dar as boas vindas aos milhares de espetadores que marcaram presença no início do Festival Músicas do Mundo entre muralhas.

Após três dias de concertos em Porto Covo, o Festival Músicas do Mundo (FMM) mudou-se na segunda-feira para Sines, mas apenas hoje foi estreado o palco do Castelo de Sines, ao som da música portuguesa, como já é tradição no certame que vai continuar a decorrer até sábado.

"Vou daqui de coração cheio", disse hoje à Lusa Ricardo Ribeiro, depois do concerto oficial de abertura do FMM, no Castelo de Sines, perante uma plateia de todas as idades.

O fadista, que pela primeira vez subiu ao palco do festival, confessou-se "surpreso" com a reação entusiasta do público que aplaudiu as melodias tradicionais do fado e dos dois álbuns de fado clássico do músico - "Na Porta do Coração" e, o mais recente, lançado este ano, "Largo da Memória".

"Fiquei muito feliz e, ao mesmo tempo, surpreso da maneira como as pessoas reagiam", revelou Ricardo Ribeiro, que já participou noutros festivais de "world music", inclusivamente com um registo musical diferente do fado, com o compositor libanês Rabih Abou-Khalil.

Em palco, cantou e encantou não só com o fado clássico, mas também com boa disposição e alguma brincadeira, imitando grandes nomes do género que admira, como Tony de Matos ou frei Hermano da Câmara.

"Eu só imito quem oiço, e imito porque gosto, e acho que as pessoas também se podem rir connosco e sorrir e divertirem-se também", destacou o fadista, que subiu ao palco acompanhado de Ricardo Rocha, na guitarra portuguesa, Jaime Santos, na viola, e João Penedo, na viola baixo.

Ricardo Ribeiro foi o protagonista do primeiro de dezoito espetáculos agendados entre as muralhas do Castelo de Sines, por onde também vão passar músicos da Noruega, França, Nigéria, Reino Unido, Angola, Mali, Chile, Bélgica, Índia e, entre outros países, Itália.

Ao todo, o festival conta com a representação de mais de "30 países", "quatro continentes" e "45 concertos", destacou o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, que aproveitou para sublinhar o êxito dos primeiros três dias de festival, em Porto Covo.

"Tivemos muita afluência, e Porto Covo precisa precisamente disso, de mais turistas, de mais pessoas a comprar no comércio local", disse.

Com uma estimativa que apontava para "cerca de 90 mil" espetadores, na edição de 2014, este ano o autarca espera "superar este número".

Russel Joslin (Reino Unido), Troker (México), Thea Hjelmeland (Noruega), Guillaume Perret & The Electric Epic (França) e Dele Sosimi & Afrobeat Orchestra (Reino Unido/Nigéria) e LA-33 (Colômbia) fazem parte do cartaz desta quarta-feira, que termina pelas 04:00, na avenida da Praia, com Chancha Vía Circuito (Argentina).

Aline Frazão (Angola), Ana Tijoux (Chile), Bruno Pernadas e Capicua (Portugal), Niladri Kumar (Índia), Pascals (Japão), Moriarty (França/EUA) e Salif Keita (Mali) são alguns dos nomes que vão ainda subir ao palco do Castelo de Sines, até sábado, dia em que termina o FMM.

Lusa

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