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Google quer mais projetos portugueses na plataforma Cultural Institute

O Google Cultural Institute, plataforma digital dedicada à partilha de arte e cultura pelo mundo, soma mais de 2500 itens portugueses e a diretora do projeto, Luisella Mazza, manifestou à Lusa o interesse em continuar a trabalhar com instituições nacionais.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Chris Helgren / Reuters

As adições mais recentes verificaram-se em junho, com a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e a Universidade do Porto, que juntaram outros exemplos da arte e da cultura portuguesas aos mais de dois mil já expostos no Google Cultural Institute (GCI), entre vistas de sítios com relevância patrimonial, exposições, obras individuais de arte e projetos de cariz histórico e documental.

"Esperamos que estes dois projetos possam inspirar muitas outras instituições a partilhar arte e cultura portuguesas", disse a diretora Luisella Mazza, à agência Lusa.

"As Maravilhas de Portugal", iniciativa em parceria com a DGPC, mostra 59 locais portugueses - entre monumentos, castelos ou paisagens - que se juntam às imagens nacionais pioneiras nesta plataforma: os palácios nacionais de Queluz e de Sintra, presentes na rede desde 2012.

Este alargamento permite, por exemplo, analisar em pormenor o interior do Mosteiro dos Jerónimos e os seus claustros, em Lisboa, explorar o Mosteiro de Alcobaça - primeira obra plenamente gótica erguida em solo português -, ou admirar o Palácio da Pena, em Sintra, exponente máximo do romantismo do século XIX em Portugal.

Na apresentação do projeto, em junho, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, sublinhou a importância d' "As Maravilhas de Portugal", iniciativa que valoriza, "por um lado, a cultura por si só e, por outro, as visitas a Portugal".

Baixa Pombalina, praça do Império, Sé da Braga, Muralhas da Vila de Óbidos, Castelo de Guimarães, Mosteiro da Batalha, Alto Douro Vinhateiro ou a Serra da Estrela são outros dos locais que podem ser vistos, em visitas virtuais, a partir da página do GCI: www.google.pt/culturalinstitute.

O último alargamento português da plataforma intitula-se "Porto Património Mundial" e é o primeiro projeto concebido por uma universidade portuguesa para o GCI.

Trata-se de um olhar sobre o Porto antigo: uma exposição fotográfica que revela a cidade e os seus ícones patrimoniais, sem esquecer a contemporaneidade inerente ao presente da Invicta.

"O Porto é uma cidade grande com casas pequenas e irregulares - e, aqui e além uns raros palácios discretos". A descrição constituiu mote de inspiração para os 20 alunos do Mestrado em História de Arte que, em 59 fotografias - atuais e de arquivo -, retrataram a marginal da Foz à Ribeira e os pequenos detalhes da baixa portuense.

Questionada sobre a forma como se estabelecem os contactos com as organizações culturais, a diretora do GCI, Luisella Mazza, explicou que a procura é bilateral: "Há ocasiões em que as convidamos diretamente, mas está sempre aberta a possibilidade de integrar esta rede a todos os que queiram [a ela] aceder", acrescentou.

No fundo, e apesar de a maioria dos países integrantes possuírem uma sucursal da Google no seu território, "este é um trabalho desenvolvido por várias pessoas em várias cidades", com sede em Paris, num "laboratório permanente do GCI que reúne artistas, engenheiros e empreendedores que trabalham em colaboração com as equipas da 'Street View' distribuídas pelos países onde se recolhem as imagens".

Em Portugal, estas equipas já passaram 62 dias, num total de 225 horas de trabalho e de 12.780 quilómetros percorridos.

Entre as instituições culturais portuguesas que estabeleceram parceria com o GCI, em projetos de divulgação do património artístico e cultural português, estão a DGPC, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o projeto WOOL - Covilhã Art Fest, a Fundação Dionísio Pinheiro, a Galeria de Arte Urbana, o Museu Coleção Berardo, o Museu de São Roque, o Museu do Caramulo e os Palácios Nacionais de Queluz e de Sintra.

Lusa

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