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Obra de Picasso avaliada em 25 M€ apreendida em barco na Córsega

Uma pintura de Picasso, avaliada em mais de 25 milhões de euros, que estava proibida de ser exportada pelas autoridades espanholas, foi apreendida na sexta-feira passada num barco na Córsega, anunciou hoje a autoridade aduaneira francesa.

"Woman in an Armchair"

"Woman in an Armchair"

© Carlos Barria / Reuters

Uma "tentativa de exportar para a Suíça, desde a alfândega de Bastia (vila de Córsega), uma pintura de Picasso 'Cabeça de uma jovem mulher', chamou a atenção das autoridades francesas na quinta-feira", explicou a autoridade aduaneira francesa, num comunicado.

No dia seguinte, os agentes aduaneiros de Calvi (Córsega) "subiram a bordo do navio que transportava a obra e que estava atracado na marina de Calvi" e pediram os "documentos relativos à situação da obra", destaca ainda o comunicado.

"O capitão do navio não conseguiu apresentar mais do que um documento de avaliação da obra, bem como um relatório de julgamento redigido na língua espanhola, de maio de 2015, da Audiência Nacional (tribunal espanhol), confirmando que era um tesouro nacional espanhol que não podia sair de Espanha".

Este quadro, "de um valor estimado em mais de 25 milhões de euros", segundo a autoridade aduaneira, é propriedade de Jaime Botin, um famoso banqueiro espanhol cuja família participou na fundação do banco Santander em 1857, tornando-se o primeiro grupo bancário do país.

O proprietário, de 79 anos, não estava a bordo do navio, propriedade de uma empresa da qual é acionista e que tem pavilhão britânico, disse à agência noticiosa AFP um porta-voz da alfândega.

O pedido de exportação registado em Bastia não foi feito em seu nome.

Um primeiro pedido foi feito em dezembro de 2012, em Espanha, para o quadro sair definitivamente do território, com destino a Londres.

O ministro da Cultura opôs-se e, em 2015, a Audiência Nacional, um dos mais altos tribunais espanhóis, julgou a obra como "não podendo ser exportada", alegando que pertencia aos "bens de interesse cultural" e, por isso, não podia deixar o território nacional.

As autoridades francesas aguardam eventuais pedidos de Espanha para recuperar a obra.

AZM/VM // VM

Lusa/Fim

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