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Documentário sobre Coreia do Norte coproduzido por Portugal estreia quinta-feira

A primeira longa-metragem documental da sul-coreana Yoo Sonn-mi, "Songs from the North" ("Canções do Norte"), estreia na quinta-feira em Portugal, depois de ter sido distinguido no festival DocLisboa e de Locarno no ano passado.

(Arquivo)

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© Denis Balibouse / Reuters

O filme norte-americano, numa coprodução entre a Rosa Filmes e Haden Guest, explora o enigma da Coreia do Norte que a realizadora encontrou nas três visitas que fez ao país, numa mistura de imagens, músicas e cinema, que tenta entender a psicologia e imaginário popular dos norte-coreanos.

"É um filme-ensaio que procura um novo olhar sobre o enigma da Coreia do Norte, um país quase exclusivamente visto através das lentes distorcidas da propaganda nacionalista ou da sátira irrisória. Cruzando imagens das minhas três visitas à Coreia do Norte com canções, espetáculos, cinema popular e imagens de arquivo, 'Songs from the North' tenta compreender, através dos seus próprios termos, a psicologia e imaginação popular dos norte-coreanos e a sua ideologia política de amor absoluto, que continua a guiar o país para um futuro incerto", de acordo com a realizadora Yoo Sonn-mi.

No festival internacional de cinema de Locarno (Suíça), o filme de Yoo conquistou o Leopardo de Melhor Primeira Obra.

Na competição internacional do DocLisboa, o maior festival português dedicado ao documentário, o Prémio Culturgest para Melhor Primeira Obra Transversal às competições e Risco foi atribuído a "Songs from the North".

A Coreia do Norte é dirigida desde 1948, data da fundação do país, por uma dinastia familiar, que começou com Kim Il-Sung e continua atualmente com o neto, Kim Jung-un.

A liderança, baseada num culto da personalidade, não admite qualquer tipo de dissidência. A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional afirma que centenas de milhares de pessoas estão detidas em campos, nos quais tortura e execuções sumárias são frequentes.

Agências de ajuda internacionais estimam que mais de dois milhões de pessoas morreram desde de meados da década de 1990 devido à fome, num país atingido por desastres naturais, onde os recursos económicos estão delapidados, a gestão é deficiente e incapaz de modernizar a atividade económica.

O país depende da ajuda externa para alimentar milhões de cidadãos.

Lusa

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