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Holanda e França compram em conjunto obras de Rembrandt

A Holanda e a França vão comprar em conjunto dois dos primeiros retratos do pintor holandês Rembrandt, obras que serão exibidas alternadamente no Rijksmuseum de Amesterdão e no Louvre em Paris, os principais museus dos dois países.

© Michael Kooren / Reuters

As duas obras estão avaliadas em 160 milhões de euros (cerca de 180 milhões de dólares).

"A ministra [da Educação e da Cultura holandesa] Jet Bussemaker e a sua homóloga francesa, Fleur Pellerin, anunciam com grande alegria que a Holanda e a França vão comprar em conjunto os dois retratos que Rembrandt pintou de Van Maerten Soolmans e de Oopjen Coppit [um jovem casal da elite burguesa de Amesterdão]", referiu o Ministério da Cultura holandês, num comunicado hoje divulgado, sem mencionar valores monetários.

Na semana passada, Jet Bussemaker anunciou a intenção do executivo holandês de desbloquear 80 milhões de euros (quase 90 milhões de dólares) para a aquisição de uma destas obras.

Na mesma altura, a ministra precisou que o Rijksmuseum procurava um parceiro para conseguir obter os outros 80 milhões de euros necessários para a compra do outro retrato.

As duas obras foram executadas em 1634, pouco tempo depois de Rembrandt, considerado como o mestre da idade de ouro da pintura holandesa, ter chegado a Amesterdão, depois de ter deixado a sua cidade natal, Leiden.

Mais de 200 anos depois, os dois retratos de corpo inteiro seriam vendidos em 1877 pela família holandesa Van Loon à família de banqueiros francesa Rothschild.

O Ministério da Cultura holandês explicou que Paris e Amesterdão estavam a trabalhar há vários meses para alcançar um acordo para a aquisição conjunta dos retratos, uma operação que contou com a aprovação dos atuais proprietários das obras.

No mesmo comunicado, Jet Bussemaker e Fleur Pellerin assinalaram que esta compra "assegura que as obras permaneçam em solo europeu", frisando ainda que os retratos serão exibidos ao público "em dois dos museus mais importantes do mundo".

A estação holandesa NOS assegurou que cada país pagou 80 milhões de euros à família Rothschild.

Em março passado, o governo francês foi fortemente criticado por ter autorizado a exportação destas duas obras para venda, o que poderia significar a saída dos dois Rembrandt do território francês.

Na altura, alguns especialistas defenderam que as obras deviam ser classificadas como tesouro nacional, o que poderia impedir temporariamente a venda dos retratos no estrangeiro.

Em resposta à polémica, o governo francês e a direção do Museu do Louvre alegaram então falta de fundos.

Estas obras só foram expostas ao público duas vezes em 1956, no Rijksmuseum e no Boymans van Beuningen (Roterdão).

Lusa

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