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Dois concertos em Lisboa para apoiar refugiados

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e o espaço Music Box promovem hoje dois concertos, em Lisboa, para angariação de fundos destinados à Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR).

Na Gulbenkian, o concerto realiza-se no Grande Auditório, a lotação encontra-se esgotada, e o solista, o músico russo Pavel Gomziakov, vai interpretar o Concerto para violoncelo em Dó Maior, de Joseph Haydn, e a 2.ª Suite para violoncelo solo, de Johann Sebastian Bach, no violoncelo Stradivarius Chevillars, com 290 anos, classificado como tesouro nacional.

Este violoncelo é uma das jóias da coroa do espólio do Museu da Música, pertenceu ao rei D. Luís I (1838-1889) e é o único instrumento em Portugal com a assinatura do construtor António Stradivari (1644-1737).

No Music Box realiza-se uma festa solidária de boas vindas aos refugiados, com atuações dos For the Glory, Easyway, Viralata, xGAEAx, Artigo 21, Shape e F.P.M.

A iniciativa conta com a participação de Shahd Wadi, ativista dos direitos humanos e do povo palestiniano e membro do Comité de Solidariedade com a Palestina, e de Rodrigo Rivera, do SOS Racismo.

Estes dois concertos antecipam em uma semana a iniciativa "Portugal solidário", que contempla a realização em simultâneo de dez concertos, em dez cidades portuguesa, com a receita das bilheteiras a reverter, na totalidade, para dois organismos que apoiam refugiados - a PAR e ao Conselho Português para os Refugiados (CPR).

No dia 25, no Porto, dois outros concertos juntam-se ao movimento, com a Casa da Música a mobilizar a orquestra e o coro residente e o Hard Club Porto, a contar com os Blind Zero, Helena Sarmento e Mundo Secreto, para "bomPorto -- concerto pelos refugiados".

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
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    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite