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Orgasmos cantados num musical para adultos produzido por portugueses em Londres

Um musical para adultos encenado e produzido por dois portugueses promete chocar o público britânico a partir de terça-feira, em Londres, com "orgasmos cantados em tom" e atos sexuais em todas as cenas.

"Todas as cenas têm sexo: sexo oral, sexo anal, masturbação, bondage. Os atores vão estar semi-despidos, em roupa interior e alguns rabos serão mostrados. Os espetadores vão estar muito perto dos atores, por isso acreditamos que seja bastante constrangedor para muitos britânicos", admitiu a encenadora, Tânia Azevedo.

O musical chama-se "Hello Again" e é da autoria do norte-americano John LaChiusa, inspirado pela peça de teatro de Arthur Schnitzler "La Ronde", e retrata os encontros amorosos de 10 casais ao longo de dez décadas do século XX.

Estreou em 1993 em Nova Iorque, à margem da Broadway, e desde então já foi produzido em vários países, estando em curso uma adaptação ao cinema.

Tânia Azevedo contou à agência Lusa ter ficado fascinada pela "música surreal" e pela qualidade do texto, que incide sobre temas como a emancipação das mulheres e dos homossexuais e a respetiva sexualidade.

Ainda se questionou sobre se o conteúdo seria demasiado ousado para o público britânico, pois o musical nunca foi reposto no Reino Unido desde o início dos anos 2000. Noutras produções, adiantou, as cenas de sexo são suprimidas e a peça "acaba por ser sobre o antes e o depois", porém, a encenadora portuguesa decidiu prescindir de artifícios.

"Está na música, tem de se ver! Vê-se tudo: todos os thrusts [movimentos sexuais], todos os orgasmos. Até o sexo oral está no ritmo", garantiu.

O musical, que está classificado para maiores de 18 anos, estará em cena de 20 de outubro a 07 de novembro no Hope Theatre, uma sala com 50 lugares associada a um pub.

"Tem a intimidate que queríamos, mas é um teatro já estabelecido enquanto espaço com ideias arriscadas", acrescentou.

As facilidades oferecidas permitiu a contratação de um elenco experiente e a coreógrafa Chloe Aliyanni para ajudar na direção cénica de movimento.

A produção está a cargo de André Sequeira, outro português que também completou os seus estudos na capital britânica, mas que só se juntou à companhia PlayPen Productions em janeiro.

Os dois portugueses pretendem fazer digressão com o espetáculo noutros teatros britânicos e também em Portugal e na Grécia.

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