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Tourada e fado viajam até Macau à procura de turistas chineses

Entre os 133 representantes de Portugal na 20ª Feira Internacional de Macau, que hoje abriu, há mais do que as habituais garrafas de azeite e vinho porque o fado e a tourada também se querem vender na China.

Lusa

Lusa

CARMO CORREIA

A feira de negócios de Macau conta este ano com a maior presença portuguesa de sempre, entre empresas, associações e até autarquias.

O setor agroalimentar é aquele que está mais representado, como sempre acontece, mas este ano houve também uma aparente aposta em levar até à Região Administrativa Especial da China outros produtos e serviços para tentar atrair turistas asiáticos.

Um desses casos é o Campo Pequeno, que participa pela primeira vez na Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa) para promover "tradição e cultura" e, em especial, a tauromaquia como "atração turística", segundo Paula Mattamouros Resende, administradora da sociedade que gere a praça de touros de Lisboa.

O edifício do Campo Pequeno, classificado como património nacional e que integra um museu, assim como as próprias touradas, já atraem turistas, sobretudo europeus, e Paula Mattamouros Resende acredita que também os asiáticos em geral e os chineses em particular podem ser um público "interessante".

Também o fado viajou até Macau para estar na MIF e promover a cultura portuguesa junto de potenciais turistas através da recém-criada FATUM, uma empresa que propõe aos estrangeiros conhecer a história do fado e os locais mais genuínos de Lisboa que lhe estão associados.

A empresa pretende também promover espetáculos fora de Portugal e foi até Macau para ver que potencialidades tem o mercado local e o chinês no seu conjunto, segundo explicou Manuel Marçal.

Operadores turísticos e organizadores de eventos portugueses marcam também presença no espaço da feira de negócios de Macau pela primeira vez, como é o caso da Colour Travel, de Nuno Moreira, que foi até à Ásia tentar "angariar clientes" a nível de turistas ou congressos, por exemplo.

Mas entre as novidades da representação portuguesa na MIF estão também autarquias e empresas municipais como a Proruris, de Vinhais.

O presidente da empresa, Carlos Silva, disse à Lusa que esta ida até Macau pretende "sondar o terreno" e "perceber se valerá a pena" apostar numa promoção maior no próximo ano, já com a presença de empresas do concelho, que tem para oferecer ao mercado chinês, entre outras coisas, um fumeiro e carne de qualidade reconhecida em Portugal.

Mas não só: o "parque biológico" de Vinhais atrai turistas europeus e o concelho acredita que é possível também "fazer passar" os visitantes chineses "para lá do Porto e de Lisboa" e levá-los a outras zonas do país.

À margem da inauguração hoje da MIF, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Miguel Frasquilho, afirmou que Macau está a tornar-se num "centro privilegiado para as exportações portuguesas" e que "há margem de progressão".

A 20.ª edição da Feira Internacional de Macau decorre até 25 de outubro e conta mais de 150 expositores dos países de língua portuguesa, a maioria dos quais provenientes de Portugal.

Na apresentação da MIF de 2015, na semana passada, a organização destacou a decisão de enriquecer e aumentar a escala do pavilhão dos países de língua portuguesa, introduzindo o conceito de "exposição dentro da exposição".

Caso os resultados desta aposta sejam positivos, no futuro poderá ser realizada uma feira independente da MIF dedicada ao mundo da lusofonia, segundo o Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM).

Lusa

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