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Caetano Veloso não volta a atuar em Israel devido à "opressão" aos palestinianos

O cantautor Caetano Veloso afirmou que não voltará a atuar em Israel pela "opressão" deste país sobre os palestinianos, pelo que foi criticado pela comunidade judia no Brasil.

© Denis Balibouse / Reuters

Num artigo intitulado "Visitar Israel para não voltar mais a Israel", publicado hoje no jornal Folha de S. Paulo, o autor de "Leãozinho" passa em revista a viajem que efetuou, na companhia de Gilberto Gil, a Israel, em julho último, no âmbito de uma digressão artística.

Caetano Veloso afirma que visitou várias vezes Israel desde a década de 1980, que gosta das paisagens do país e que sente Telavive como "estar em casa".

Um lugar, afirma, de que tem saudade "quase como da Bahia".

"Mas que nunca voltarei lá", garante o músico.

Sobre a capital israelita, afirma que após ter chegado, vindo da Europa, "a sensação de 'estar em casa' foi mais forte e comovente do que nunca".

"Agora que se esboça uma terceira intifada, constato de longe que a paz que julgava existir em Telavive -- que começava sendo a paz que eu não quero -- era, como sem embargo soube, todo o tempo, frágil, superficial e ilusória", argumenta.

A Confederação Israelita do Brasil lamentou "profundamente" o testemunho do músico de 73 anos, e considerou que o cantautor toma partido e ignora as "incitações ao terrorismo" contra os judeus que são proferidas pelos palestinianos, noticia a Efe.

Lusa

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