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Foral original de Arcos de Valdevez encontrado 500 anos depois

O foral original concedido pelo rei Manuel I ao concelho de Arcos de Valdevez em 1515, foi encontrado, 500 anos depois, na Fundação Casa de Bragança e corresponde a um dos três originais produzidos na época.

Em declarações hoje à agência Lusa, o diretor da Casa das Artes, Nuno Soares, explicou que se trata do exemplar entregue pelo monarca ao concelho, "cuja existência era, até agora desconhecida".

"Há cerca de um ano fomos alterados pelo investigador António Matos Reis para a existência do documento original, depositado na Fundação Casa de Bragança, o que viemos a confirmar", explicou.

Segundo Nuno Soares o foral, com 84 páginas, foi "um dos muitos documentos e publicações que o rei Manuel II, muito dedicado às causas culturais, conseguiu recuperar e depositar no seu fundo na Casa de Bragança".

"Comprámos à Fundação Casa de Bragança uma cópia em alta resolução, que nos permitiu ter acesso a um documento de grande vigor científico e de enorme interesse para a história do concelho", frisou. "Ficamos a conhecer a divisão administrativa do concelho naquela época, das freguesias e até dos lugares que o compunham", disse, adiantando que "a leitura daquele foral permitiu ainda saber que, apesar do foral ter sido concedido em 1515 só foi entregue ao concelho em novembro de 2016".

A cópia do foral, agora adquirida pela autarquia integra a obra "Arcos de Valdevez: a terra e o foral manuelino - texto e contextos". Da autoria de Paula Pinto Costa e António Matos Reis, tem mais de 300 páginas, foi apresentada publicamente no final do mês passado no âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral de Valdevez.

Nuno Soares adiantou que "o livro está disponível para consulta na biblioteca municipal e vai ser distribuído pelas escolas do concelho, e por instituições do distrito".

Em 2016, é intenção da autarquia "expor uma reprodução do documento no arquivo municipal para dar a conhecer à população um documento até agora desconhecido".

Para o presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, citado num comunicado hoje enviado pelo município, trata-se de um facto de "grande importância e simbolismo para todos os arcuenses, que veem assim recuperada uma parte essencial da sua memória histórica".

"É um documento essencial para a compreensão do passado arcuense e uma viagem pela nossa História e dos nossos antepassados".

Lusa

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