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"Jardim zoológico de cristal" vai subir ao palco do Teatro São Luiz

A peça "Jardim zoológico de cristal", de Tennessee Williams, vai estar no Teatro S. Luiz, em Lisboa, a partir de quarta-feira até dia 22, numa encenação de Sandra Faleiro, que destaca a atualidade do drama vindo da Grande Depressão.

teatrosaoluiz.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=556

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A encenadora, em declarações à Lusa, disse que trabalhou a peça na estética na década de 1930, nos Estados Unidos, num período de depressão económica, mas realçou que a peça "é muito atual".

"Estamos numa época de grande depressão. Não há esperança e temos medo do amanhã, tal como as personagens", disse Faleiro.

"A peça é autobiográfica", defendeu a encenadora, que afirmou ter "feito todo um trabalho arqueológico sobre a ambiência da época".

"Todas as personagens estão com uma espada sobre a cabeça, tal como nós nos sentimos atualmente", disse a encenadora que referiu existir na peça "um certo ambiente claustrofóbico".

Uma das áreas de investigação que a encenadora explorou foi o "ambiente sonoro da época".

Referindo-se à iluminação, afirmou que "não é realista". "De acordo com a atmosfera de memória, o palco está a meia-luz. Focos de luz são apontados a áreas escolhidas ou a atores, por vezes em oposição ao que será o centro mais evidente".

A trama dramática da peça gira em torno da personagem de Tom Wingfield, poeta e narrador, que revive os tempos da sua juventude e se refugia na bebida, no cinema e na literatura, para conseguir suportar o trabalho num armazém de sapatos, com o qual sustenta a mãe, Amanda, e a irmã, Laura. O pai há muito abandonou a casa, e a mãe desespera-se quanto ao futuro da filha, que é tímida, coxeia e que se refugia na coleção de pequenos animais de cristal - o jardim zoológico do título.

Amanda olha para o casamento de Laura como uma solução e convence o filho a apresentá-la a um colega, Jim O'Connor, que convida para jantar. Mas, como a mãe afirma ao longo da peça, há sempre muitas maneiras de tudo correr mal.

O elenco é constituído por Cucha Carvalheiro, Inês Pereira, João Vicente e Pedro Lacerda. A produção da peça é do S. Luiz, com a Causas Comuns, estrutura de produção teatral fundada em 2004, sob a direcção de Cristina Carvalhal.

Segundo comunicado do S. Luiz, "as equipas criativas e técnica [desta estrutura] são constituídas especificamente para cada espetáculo, [e] contam com alguns colaboradores regulares", procurando "reunir reputados criadores das mais diversas áreas, com recém-formados que iniciam o seu percurso artístico".

Lusa

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