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Exposição no Museu Berardo acaba com distância entre espectador, arte e artista

Uma exposição do colombiano Nicolás Paris, que vai ser inaugurada a 18 de novembro no Museu Berardo, em Lisboa, procura aproximar o espectador, a arte e o artista, desafiando as convenções para gerar algo novo.

pt.museuberardo.pt/museu

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"Quatro variações à volta de nada ou falar do que não tem nome" é o título desta exposição com curadoria de Filipa Oliveira que inaugura às 19:00 com a presença do artista.

O trabalho de Nicolás Paris, nascido em Bogotá, na Colômbia, em 1977, é, segundo o Museu Berardo, "uma tentativa de resistência poética a convenções, regras e crenças com o intuito de descobrir novas possibilidades de olhar e de experienciar os lugares".

Esta exposição, que funciona em grande proximidade com o serviço educativo, é entendida como um processo, num conjunto de intervenções artísticas em que o espetador decide o que quer aprender e onde se experimentam novas formas de estar.

"Na obra de Paris, a distância entre espetador, arte e artista é abolida e o espaço da arte, o museu, converte-se numa num lugar de experimentação instável e inesperada. E a arte é o que acontece entre todos", acrescenta um texto sobre a nova exposição.

O museu converte-se uma ferramenta para fomentar a troca e para promover diferentes possibilidades de construir novos modos de conhecimento e entendimento.

Quatro variações, quatro salas, quatro conceitos: ferramenta, método, ideia e sistema são os eixos estruturantes do pensamento e do fazer do artista Nicolás Paris.

Esta exposição, que ficará patente até 06 de março de 2016, apresenta-se como investigação com ênfase nos processos de difusão mais do que nos processos de produção da arte, e um dos seus desígnios é pensar na arte como um intercâmbio de reflexões.

Lusa

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