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Sorolla, "o pintor da luz", em destaque na exposição da Coleção Masaveu

O artista Joaquín Sorolla (1863-1923), conhecido como "o pintor da luz", está em destaque na exposição dedicada à Coleção Masaveu, que é inaugurada na sexta-feira, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, com 60 obras de mestres espanhóis.

Manuel Almeida

Numa visita guiada à imprensa, o diretor do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), António Filipe Pimentel, indicou que se trata da primeira exposição da coleção fora de Espanha e que apresenta algumas obras nunca antes exibidas.

Intitulada "Coleção Masaveu. Grandes Mestres da Pintura Espanhola. El Greco, Zurbarán, Goya, Sorolla", a exposição resulta de um projeto especialmente concebido para o MNAA, dando especial destaque ao chamado Século de Ouro da pintura espanhola, em que se inserem El Greco e Zurbarán, e as gerações seguintes.

O artista Joaquín Sorolla y Bastida ocupa um lugar especial na mostra, com obras de todas as temáticas tratadas pelo "grande pintor da luz", que pesquisou aprofundadamente na sua obra.

Paisagens de praias, estudos com barcos e um retrato de grandes dimensões de uma família importante na sociedade espanhola do início do século XX, são alguns dos temas dos sete quadros que ocupam totalmente uma das salas do museu.

"Sorrolla ficou obcecado pela captação da luz e estudou-a com muita precisão", referiu o curador da exposição, Angél Aterido, indicando que a Coleção Masaveu possui 55 obras daquele artista.

A Coleção Masaveu reúne peças provenientes de importantes pinacotecas do país vizinho, como a coleção real ou a coleção do Infante Sebastião Gabriel de Bourbon e Bragança, neto de D. João VI de Portugal, à qual pertenceu a "Virgem com o Menino", de Murillo, agora exposta no MNAA.

A exposição encontra-se dividida em cinco núcleos: "O esplendor da Idade Média e o Renascimento", "El Greco e a transição na pintura do Maneirismo para o Naturalismo", "Cintilações do Século de Ouro: os mestres do Barroco", "Goya e as Luzes" e "Uma nova luz: de Fortuny a Sorolla".

Uma introdução à pintura medieval - assinalando as diferenças que marcam o trabalho dos mestres espanhóis, como os fundos dourados nas pinturas - recebe o visitante, que, em seguida, entra no mundo pictórico de El Greco (1541-1614) ligado a temas religiosos como as telas "El Expolio de Cristo" e "Santa Maria Magdalena".

Neste núcleo foi incluída uma peça inédita - "San Andrés", pintado por José de Ribera (1591-1652) - ainda não exibida em Espanha.

No percurso, as obras evocam a vida dos artistas, como as atribulações de Alonso Cano (1601-1667), "um criador do nível de um Miguel Ângelo, pelo seu talento em várias áreas, da pintura, à escultura e arquitetura, mas que não conseguiu tornar-se pintor do rei, por suspeitas de ter assassinado a própria mulher".

Alonso Cano, que era amigo próximo de Velázquez, foi acusado e torturado, mas nunca chegou a provar-se a autoria do crime, tendo o artista procurado refúgio no Convento de São Francisco, em Valência, onde iniciou a vida religiosa e só voltaria à atividade artística na catedral de Granada, morrendo pouco depois.

Duas pinturas assinadas por Francisco de Goya (1746-1780) relatam também uma fase da vida do mestre, numa altura de recuperação da doença que o deixou surdo: num mundo silencioso, Goya aproveitou a liberdade criativa para experimentar outros suportes da pintura - o metal - e escolheu um tema que lhe agradava em especial, as touradas.

A exposição mostra ainda várias naturezas mortas de grande minúcia, pintadas por Luis Egidio Meléndez (1716-1780), e o caráter impressionista das obras de Ramón Casas Carbó (1866-1932) e Santiago Rusiñol (1861-1931).

A coleção privada Masaveu integra obras reunidas "ao longo de três gerações de uma família referencial do tecido económico do país vizinho e da elite do colecionismo espanhol", segundo o diretor do MNAA.

Esta exposição - patente até 03 de abril de 2016 - é feita em parceria com a produtora de espetáculos Ritmos, que organiza o festival de música Paredes de Coura.

Lusa

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