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Pedro Costa, Miguel Gomes e Cunha Telles candidatos aos prémios Fénix

Os filmes "Cavalo dinheiro", de Pedro Costa, e "As mil e uma noites", de Miguel Gomes, e o cineasta António da Cunha Telles são os candidatos portugueses aos prémios Fénix do cinema ibero-americano, a atribuir hoje à noite, no México.

"As Mil e uma Noites", de Miguel Gomes, tem cinco nomeações para os prémios de Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Realização, Melhor Argumento, Melhor Desenho de Arte e Melhor Montagem.

"As Mil e uma Noites", de Miguel Gomes, tem cinco nomeações para os prémios de Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Realização, Melhor Argumento, Melhor Desenho de Arte e Melhor Montagem.

Os prémios Fénix cumprem este ano a segunda edição e têm como objetivo distinguir o cinema que se faz na América Latina, Portugal e Espanha.

"Cavalo dinheiro" soma cinco nomeações, para os prémios de Melhor Longa-Metragem de Ficção (Sociedade Ótica Técnica), Melhor Realização e Melhor Argumento (Pedro Costa), Melhor Ator (Ventura) e Melhor Montagem (João Dias).

"As mil e uma noites" tem igualmente cinco nomeações, para os prémios de Melhor Longa-Metragem de Ficção (O Som e a Fúria), Melhor Realização (Miguel Gomes), Melhor Argumento (Mariana Ricardo, Miguel Gomes e Telmo Churro), Melhor Desenho de Arte (Artur Pinheiro e Bruno Duarte) e Melhor Montagem (Miguel Gomes, Pedro Filipe Marques e Telmo Churro).

O nome do produtor e realizador António da Cunha Telles foi proposto pela Academia Portuguesa de Cinema à Academia Mexicana de Artes e Ciências Cinematográficas, que entrega os galardões, no passado mês de agosto, para o prémio Fénix de carreira.

A votação é assegurada pelas diversas academias ibero-americanas de cinema e o vencedor será anunciado hoje à noite, na Cidade do México.

António da Cunha Telles, que foi premiado em 2012 pela Academia Portuguesa de Cinema, precisamente com um prémio de carreira, é considerado, aos 80 anos, umas das mais importantes figuras do cinema português, sobretudo como produtor.

Nascido na Madeira, a 26 de fevereiro de 1935, trocou o curso de Medicina pelo cinema, prosseguindo os estudos nesta área em Paris.

Na década de 1960 imprimiu o nome em alguns dos mais importantes filmes da vaga do Cinema Novo, nomeadamente "Verdes Anos" (1963) e "Mudar de vida" (1966), ambos de Paulo Rocha, "Belarmino" (1964), de Fernando Lopes, e "Domingo à tarde" (1965), de António de Macedo.

Fez seis longas-metragens, entre elas "O cerco" (1970), "Pandora" (1993) e "Kiss Me" (2004), e, ainda, antes da revolução de Abril, fundou a distribuidora Animatógrafo.

Fez parte da administração do antigo Instituto Português do Cinema, foi presidente da Tóbis Portuguesa e pertence atualmente à direção da Associação de Produtores de Cinema.

Os filmes "Que hora ela volta?", da realizadora brasileira Anna Muylaert, "La isla minima", do espanhol Alberto Rodríguez, "El clube", do chileno Pablo Larraín, "O abraço da serpente", do colombiano Ciro Guerra, são outros candidatos aos prémios de melhor realização e de melhor longa-metragem de ficção.

Na área de não-ficção estão nomeados, entre outros, "Últimas conversas", o derradeiro filme do documentarista brasileiro Eduardo Coutinho, realizador de "Cabra marcado para morrer", morto no ano passado, "Jia Zhang-ke", de Walter Salles, o autor de "Central do Brasil", que desta vez se dedicou ao cineasta chinês, e "Allende, mi abuelo Allende", de Marcia Tambutti Allende, sobre o presidente Salvador Allende, o presidente do Governo de Unidade Popular, no Chile, morto no golpe de Estado de Pinochet que impôs a ditadura no país, em 1973.

Lusa

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