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Prémio Pessoa 2015 atribuído a Rui Chafes

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O escultor Rui Chafes é o vencedor da edição deste ano do Prémio Pessoa. O anúncio foi feito hoje em Sintra pelo presidente do juri, Francisco Pinto Balsemão.

"Rui Chafes consegue o feito raro de produzir uma obra simultaneamente sem tempo e do seu tempo", considera o júri do Prémio Pessoa, que se propõe reconhecer a atividade de pessoas portuguesas com papel significativo na vida cultural e científica do país.

Nascido em Lisboa, em 1966, Rui Chafes é formado em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1984-1989). Entre 1990 e 1992, estuda com Gerhard Merz, na Kunstakademie Düsseldorf. Durante a sua estadia na Alemanha traduziu “Fragmentos de Novalis” (1992).

As suas primeiras exposições, em 1986 e 1987, são marcadas pela criação de instalações com materiais precários, que, de pronto, foram substituídos por ferro pintado de preto; um meio mais eficaz de ocupar e desenhar o espaço, que subverte as condicionantes normais do museu e da galeria, como se viu na sua exposição “O Peso do Paraíso”, do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em 2014. Atualmente, na exposição “Desenhar”, no Atelier-Museu Júlio Pomar, a sua obra entra em contraponto com o desenho de Pomar, flutuando no espaço central do atelier.

Tem realizado importantes trabalhos, em colaboração com artistas de outras disciplinas, de que são exemplo “Comer o Coração”, com a bailarina e coreógrafa Vera Mantero, Bienal de São Paulo, 2004; “Fora/Out”, com o cineasta Pedro Costa, Serralves, 2005/2006.

A sua obra tem sido editada em sucessivos volumes: “Würzburg Bolton Landing”, com peças de 1987 e 94; “Harmonia”, esculturas de 1995 a 98; “Durante o Fim” para a antalógica realizada em Sintra, no Parque da Pena e no Museu da Coleção Berardo, 2000; e “Um Sopro”, de 1998 a 2002. “Entre o Céu e a Terra (A história da minha vida)”, 2012, é, fundamentalmente, um mergulho nas suas próprias raízes, que vai até ao coração da Idade Média, 1266.

Com 29 edições, O Prémio Pessoa é uma iniciativa anual do jornal Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos. É constituído por um diploma e uma dotação em dinheiro no valor de 60.000 euros.

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