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Três novas reproduções de obras-primas do Museu de Arte Antiga nas ruas de Lisboa

Três novas reproduções de obras-primas da coleção do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), entre elas "Leda e o Cisne", de Vieira Portuense, foram colocadas nas ruas de Lisboa no âmbito da exposição "ComingOut", revelou hoje a organização.

Inaugurada a 29 de setembro, a exposição colocou 31 réplicas de grandes obras da coleção do MNAA em várias ruas das zonas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real. (Arquivo)

Inaugurada a 29 de setembro, a exposição colocou 31 réplicas de grandes obras da coleção do MNAA em várias ruas das zonas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real. (Arquivo)

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Fonte do gabinete de comunicação do MNAA disse à agência Lusa que os três novos quadros - réplicas sofisticadas das obras verdadeiras - já se encontram penduradas no exterior de edifícios da Travessa dos Teatros e da Rua das Taipas.

A exposição "ComingOut. E se o museu saísse à rua?" foi inaugurada há cerca de dois meses e meio com 31 quadros e perdeu entretanto 14, quase todos por furto.

O museu decidiu acrescentar três novas obras à exposição e pendurou o "Tríptico da descida da cruz", de Pieter Coecke van Aelst, na Travessa dos Teatros, e duas obras de Vieira Portuense -- "Leda e o Cisne" e "Narciso na fonte" - na Rua das Taipas.

Ainda segundo o museu, o mais recente quadro desaparecido - ?David e Betsabé", de Boucher - foi encontrado caído no chão na Rua da Rosa por um cidadão que o entregou à polícia intacto.

O MNAA foi buscá-lo na última quinta-feira à esquadra da PSP do Bairro Alto, a réplica foi guardada, e não voltará a ser exposta, acrescentou a mesma fonte à Lusa.

Há uma semana, o jornal online Observador noticiou que quatro quadros foram retirados do Chiado por dois jovens não identificados e surgiram expostos no exterior de edifícios na zona da Margem Sul.

O museu disse hoje à Lusa que as três obras agora colocadas não constituem uma substituição, mas um alargamento do conjunto inicial que foi exposto.

As restantes reproduções - todas também em escala real, com molduras em madeira e tabelas, tal qual são expostas num museu - não foram vandalizadas e vão continuar nas ruas do Chiado, Bairro Alto e Príncipe Real até 01 de janeiro de 2016.

Relativamente aos furtos, o museu considera que, "sem deixarem de ser atos condenáveis, parecem demonstrar um irrefreável 'amor à arte' ou, melhor, 'amor à reprodução', por parte de alguns cidadãos".

O MNAA recorda que as reproduções expostas não têm qualquer valor patrimonial ou comercial.

"Inferno", reprodução de uma pintura do século XVI, criada por um mestre português desconhecido, que se encontrava na rua da Rosa, no Bairro Alto, foi a primeira réplica a ser furtada, 48 horas após a inauguração da mostra.

Duas semanas depois desapareceram os quadros "Ruínas de Roma Antiga", de Giovanni Paolo Pannini, e "Feira da Ladra na Praça da Alegria", de Nicolas Delerive, que se encontravam ao cimo da rua das Taipas, junto ao miradouro de São Pedro de Alcântara.

Quando foi furtada a primeira obra, contactado pela agência Lusa, o diretor do MNAA, António Filipe Pimentel, disse não ter ficado surpreendido.

"Esta situação era previsível e também aconteceu em Londres, onde foi lançada uma iniciativa semelhante", apontou Filipe Pimentel, acrescentando que "não deixa de ser curioso e até cómico que tenha desaparecido o quadro do 'Inferno', nas primeiras 48 horas da inauguração da mostra".

O MNAA considera que o caráter interativo da exposição proporciona este tipo de situações, mas espera que as pessoas estimem as obras expostas.

"ComingOut. E se o Museu saísse à rua?" segue o projeto desenvolvido em Londres, nos bairros de Convent Garden, Soho e Chinatown, pela National Gallery, denominado "The Grand Tour".

Com este projeto, o museu - que detém um dos mais importantes espólios de arte portuguesa -- tem por objetivo divulgar o património artístico e histórico do seu acervo ao público nacional e estrangeiro.

"ComingOut" foi preparado ao longo de vários meses e implicou o levantamento, por técnicos do MNAA e da Câmara Municipal de Lisboa, dos imóveis das ruas, e um pedido de autorização aos proprietários para a afixação durante três meses.

De acordo com o MNAA, a exposição não teve custos para o museu, porque resultou de uma parceria, com a reprodução das obras da HP Portugal, apoio da Ocyan e edição de um catálogo patrocinado pela Vodafone.

Lusa

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