sicnot

Perfil

Cultura

Parlamento português disponibiliza-se para colaborar na reconstrução do Museu da Língua Portuguesa

O parlamento português lamentou hoje, através da comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, em dezembro, e manifestou-se disponível para colaborar na sua reconstrução.

© Paulo Whitaker / Reuters

Numa deliberação hoje aprovada por unanimidade, os deputados da segunda comissão manifestam a sua solidariedade à República Federativa do Brasil, ao governo do Estado de São Paulo, à Fundação Roberto Marinho e "a todo o povo irmão do Brasil pela triste ocorrência".

A Assembleia da República disponibiliza-se também para colaborar, "na medida das suas capacidades, no esforço de reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, exaltando assim, uma vez mais, a união em torno da expressão em língua portuguesa no mundo".

Na deliberação, o parlamento português afirma que, desde a sua inauguração, em 20 de março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa transformou-se "numa referência fundamental" na lusofonia.

"É inquestionável, desde então, o papel essencial que o museu vinha desempenhando na valorização, promoção e difusão da língua portuguesa, tendo logrado inovar no plano da divulgação de conteúdos baseadas na utilização das novas tecnologias de informação, designadamente, com recursos interativos que em muito contribuíram para a assinalável e permanente adesão de milhões de visitantes interessados no conhecimento do universo da língua e das culturas que se exprimem em português", afirma a posição da comissão de Negócios Estrangeiros.

A mesma deliberação refere que os deputados portugueses receberam com "particular tristeza e consternação" a notícia do "trágico incêndio".

A deliberação será agora enviada, por via diplomática, às autoridades brasileiras.

O incêndio, ocorrido no dia 21 de dezembro, destruiu quase totalmente as instalações do Museu, mas o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, já garantiu que vai ser reconstruído e que o acervo é digital e foi preservado porque a instituição tem cópias das obras.

Ronaldo Pereira da Cruz, um dos bombeiros que trabalhava no local e tentou controlar as chamas, morreu na sequência uma paragem cardiorrespiratória, após ter sido internado num hospital da cidade.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, declarou à agência Lusa que recebeu "com consternação" a notícia do incêndio, exprimiu "solidariedade" com os envolvidos e lamentou a morte verificada.

Desde que abriu ao público, o Museu da Língua Portuguesa já recebeu mais de três milhões de visitantes.

Lusa

  • O dia que roubou dezenas de vidas em Pedrógrão Grande
    3:47
  • "Reforma da Proteção Civil esgotou prazo de validade"
    2:34

    Tragédia em Pedrógão Grande

    António Costa reconheceu esta quinta-feira que a reforma da Proteção Civil que liderou em 2006 está esgotada, e não pode dar resultados sem uma reforma da floresta. Na mesma altura, o ministro da Agricultura admitiu que os problemas já estavam identificados há uma década, sem explicar por que razão não foram atacados pelo Governo socialista da altura.

  • "De um primeiro-ministro esperam-se respostas, não perguntas"
    0:35

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Assunção Cristas acusa o ministro da Agricultura de ter deitado ao lixo a legislação do anterior Governo que poderia ser útil no combnate aos incêndios. O CDS exige uma responsabilização política pela tragédia de Pedrógão Grande, diz que há muito por esclarecer e por esse motivo entregou esta quinta-feira ao primeiro-ministro um conjunto de 25 perguntas.

  • "Estamos a ficar sem espaço. Está na hora de explorar outros sistemas solares"

    Mundo

    O físico e cientista britânico Stephen Hawking revelou alguns dos seus desejos para um novo plano de expansão espacial. Hawking está em Trondheim, na Noruega, para participar no Starmus Festival que promove a cultura científica. E foi lá que o físico admitiu que a população mundial está a ficar sem espaço na Terra e que "os únicos lugares disponíveis para irmos estão noutros planetas, noutros universos".

    SIC

  • Não posso usar calções... visto saias

    Mundo

    Perante a proibição de usar calções no emprego, um grupo de motoristas franceses adotou uma nova moda para combater o calor. Os trabalhadores decidiram trocar as calças por saias, visto que a peça de roupa é permitida no uniforme da empresa para a qual trabalham.

  • De refugiada a modelo: a história de Mari Malek

    Mundo

    Mari Malek chegou aos Estados Unidos da América quando era ainda uma criança. Chegada do Sudão do Sul, a menina era uma refugiada à procura de um futuro melhor, num país que não era o seu. Agora, anos depois, Mari Malek é modelo, DJ e atriz, e vive em Nova Iorque. Fundou uma organização sediada no país onde nasceu voltada para as crianças que passam por dificuldade, como também ela passou.