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Arquiteto chileno Alejandro Aravena vence Prémio Pritzker

O arquiteto chileno Alejandro Aravena venceu o Prémio Pritzker, considerado o mais importante da arquitetura, foi hoje anunciado.

Torres Gémeas, Universidade Católica do Chile, em Santiago, projeto de 2005.

Torres Gémeas, Universidade Católica do Chile, em Santiago, projeto de 2005.

Cristobal Palma / pritzkerprize.com

Diretor da bienal de arquitetura de Veneza 2016, Alejandro Aravena tem 48 anos e é a primeira figura da arquitetura chilena a receber este galardão.

Para o júri do Prémio Pritzker, Alejandro Aravena é um arquiteto "inovador e inspirador", que demonstra como a arquitetura pode melhorar a vida das pessoas.

O trabalho arquitetónico dele representa uma "oportunidade económica para os menos privilegiados, atenua os efeitos dos desastres naturais, reduz o consumo energético e providencia o bem-estar no espaço público", sublinha o júri em comunicado.

Alejandro Aravena pratica uma arquitetura que, em diferentes escalas, do domínio privado às obras públicas, "conjuga com habilidade a responsabilidade social e as necessidades económicas", sem descurar "a importância da poesia e o poder de comunicação da arquitetura".

No comunicado oficial disponibilizado pela organização, surge ainda uma reação de Alejandro Aravena, que sublinha que "nenhuma conquista é individual", porque a arquitetura "é uma disciplina coletiva".

Alejandro Aravena é, desde 2001, o diretor executivo de um coletivo denominado ELEMENTAL, centrado em projetos arquitetónicos de interesse público e com impacto social.

Entre os projetos arquitetónicos com a assinatura de Alejandro Aravena contam-se as faculdades de Medicina, Arquitetura e Matemática, da Universidade Católica de Santiago do Chile, onde vive, sendo edifícios marcados pela eficiência energética que têm em conta as especificidades climatéricas locais.

Aravena, com Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, fez parte da exposição coletiva "Metamorphosis", da ExperimentaDesign 2013, que esteve patente no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. O arquiteto chileno foi igualmente anunciado como um dos conferencistas da edição de 2009, da bienal de design de Lisboa.

O prémio Pritzker, o mais importante na área da arquitetura, é atribuído desde 1979 pela Fundação Hyatt, da responsabilidade da família Pritzker, para agraciar um arquiteto cuja obra demonstre talento, beleza e que contribua para o desenvolvimento da Humanidade.

Na história do Pritzker, a arquitetura portuguesa foi por duas vezes reconhecida, quando o prémio foi atribuído, em 1992, a Álvaro Siza Vieira e, em 2011, a Eduardo Souto de Moura.

Os brasileiros Óscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, a iraquiana Zaha Hadid, o italiano Renzo Piano e o norte-americano Frank Gehry também já foram distinguidos com o Prémio Pritzker. Em 2015, o vencedor do prémio foi o arquiteto alemão Frei Otto.

O prémio tem um valor monetário de cerca de 92.000 euros.

Este ano, o júri do Pritzker, presidido por Peter Palumbo, contou com Stephen Breyer, Yung Ho Chang, Kristin Feireiss, Glenn Murcutt, Richard Rogers, Benedetta Tagliabue e Ratan N. Tata.

Lusa

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