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Bruxas e feiticeiros invadiram livraria Lello em noite mundial de Harry Potter

Dezenas de bruxas e feiticeiros de todas as idades percorreram hoje os corredores e escadaria da livraria Lello & Irmão, no Porto, numa iniciativa mundial dedicada à saga de Harry Potter, personagem criada pela autora britânica J.K. Rowling.

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A "Harry Potter Book Night", iniciativa de âmbito global dedicada às aventuras do jovem aprendiz de feiticeiro, faz especial sentido na livraria portuense, até porque a própria autora revelou que a inspiração para o primeiro livro da saga surgiu quando dava aulas de inglês na cidade do Porto, em meados dos anos 1990.

Ao longo de sete livros e oito filmes, a saga de Harry Potter gerou um culto de seguidores "transversal, dos oito aos 80 anos", disse à Lusa Carla Ribeiro, diretora de marketing da Lello, justificando assim o evento em que "mais de 100 mil livrarias do mundo estão abertas à mesma hora" para celebrar a feitiçaria juvenil em vésperas de Carnaval.

"Ele começou a ler há relativamente pouco tempo e foi um devorar de todos os livros", revelou Sílvia Sá Dias, que aproveitou a vontade do filho de oito anos em querer mascarar-se de Harry Potter no Carnaval para o inscrever no evento e continuar a alimentar o seu gosto pela leitura.

Para Pedro, o melhor dos livros é que "têm muita ação, no fim", sobretudo quando se "invoca o veado mágico", um poder que gostava de possuir, embora não saiba explicar porquê.

Enquanto se preparavam poções mágicas por bruxas e feiticeiros mais velhos, Sebastião, de cinco anos, disse à Lusa que quer aprender a ler para poder saber mais sobre o seu feiticeiro favorito, de que só ainda conhece dos filmes.

"Porque ele é fixe", exclamou, invejando a capacidade de Harry Potter de tornar "tudo calmo e lento" e desejando que "a magia fosse realidade". "Gostava de fazer as pessoas parar", disse à Lusa, ressalvando que só se "se portassem mal", porque as faria andar, depois, ao "contar a até três com a varinha".

Fabiola Lucart e Hélder Santos, estudantes de Belas-Artes de 22 anos, cresceram com os livros de Harry Potter e louvam a moral das histórias que contemplam temas como "a amizade, a família, a vontade de viver e lutar pelas coisas que queremos".

"Acompanhou a minha vida, cresci com as personagens e com a história", considerou Hélder Santos, para quem a principal moral dos livros reside na explicação de que "os tempos podem ser negros, mas isso só faz com que se cresça".

A "Harry Potter Book Night" desenrolou-se em simultâneo em várias cidades de todo o mundo, com recitais de excertos de livros, fabrico de "poções mágicas" gastronómicas e atividades que fazem com que os visitantes, com a média de idades, na Lello, a rondar os 12 anos, se sintam como alunos da escola de feitiçaria de Hogwarts.

Lusa

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