sicnot

Perfil

Cultura

Um mês após a sua morte, Bowie vende 15 mil bilhetes em museu

Os anfitriões da última paragem europeia da retrospetiva da carreira de David Bowie não imaginavam há um mês que iriam erigir um memorial no museu Groninger, na Holanda, assim como vender 15 mil bilhetes num só dia.

© Dylan Martinez / Reuters

Fatos de palco, fotografias, desenhos e pautas contabilizam-se entre os 300 objetos em exposição desde 11 de dezembro de 2015, altura em que "se tinham vendido cerca de 30 mil bilhetes", relata Karina Smrkovsky, responsável de comunicação do museu.

Conhecida a morte do britânico, a 10 de janeiro, a procura disparou e, exatamente um mês depois, passaram 82 mil pessoas pela exposição "David Bowie is" ("David Bowie é") e mais de 130 mil garantiram entradas pela internet.

A maior parte dos visitantes vem da Holanda, das vizinhas Bélgica e Alemanha e do Reino Unido, mas há "verdadeiros fãs", como conta a responsável, a viajar desde os Estados Unidos, Austrália e do Japão, que receberá a exposição em 2017.

Com objetos do arquivo pessoal do artista, a exposição esteve em Toronto, São Paulo, Berlim, Chicago e Melbourne, mas foi Groningen a acrescentar à fotografia de Bowie a interpretar a canção "Rebel, Rebel", de pala no olho e guitarra na mão, a data de nascimento (08.01.1947) e a data da morte (10.01.2016).

A foto gigante foi colocada à entrada do museu a servir de fundo a um memorial, que ostenta outros retratos icónicos, um livro de dedicatórias e uma jarra com rosas brancas.

"Logo depois da notícia da morte, organizámos um canto especialmente para os visitantes que não podem pagar o bilhete para a exposição, mas que sentem que têm de fazer algo com as suas emoções", diz Karina Smrkovsky.

Num outro livro, mesmo à saída da exposição, Paula inscreveu: "David Bowie para sempre" e desenhou um coração à volta, enquanto destaca como favoritos da obra do artistas o filme "The Hunger" ("Fome de Viver") e a canção "Absolute Begginers".

Com a exposição, que começa com fotos de Bowie aos 10 meses e termina no álbum Next Day (de 2013), a visitante holandesa aprendeu muito mais "sobre colaborações, filmes e músicas" do cantor. Ao lado, a sua mãe, em tom mais comedido, relata "ter reconhecido canções", mas não deixa de concluir que Bowie "era muito jovem para a sua idade (69 anos)".

Com a possibilidade de percorrer, como todos os visitantes, a exposição apenas numa hora, Mark já coloca a hipótese de regressar porque não ficou totalmente satisfeito, apesar de "no pouco tempo" que ali esteve já achar que "foi muito especial".

"I, I will be king. And you, you will be queen", trauteia o visitante quando desafiado a eleger a canção preferida de Bowie, que assim revela ser "Heroes".

A exposição chegou à cidade do norte da Holanda porque o museu "não apresenta a Arte apenas em quadros". "Temos moda e música", sublinha Karina Smrkovsky, ao lembrar a exposição sobre outro cantor, Marilyn Manson, em 2014.

Além dos objetos pessoais e de enquadramento, como um 'poster' do filme "Laranja Mecânica" - determinante para a estética da personagem Ziggy Stardust - há vídeos de filmes e musicais.

Nos auscultadores distribuídos também se ouvem testemunhos áudio com Bowie, por exemplo, a confessar a dúvida "entre ser uma estrela de rock ou um budista".

A presença quase permanente de música nos ouvidos também tem chegado a muitos pés, como conta a responsável do museu, que testemunhou pessoas descalças para dançarem no segundo piso da exposição, ao som de um concerto de Bowie em Berlim.

"Normalmente, nos museus de Arte, as pessoas estão paradas, a pensar e em silêncio, e aqui estão a dançar e acho que isso é mesmo especial", diz Karina Smrkovsky, recordando ter assistido também a lágrimas, depois de Bowie morrer.

Para contar quase 50 anos de carreira são utilizadas muitas definições, ao longo dos dois pisos, que começa com "David Bowie is not David Jones" (o seu nome de nascimento).

Depois surgem as variações de "David Bowie is", desde aquele que "pensa no mundo que será ", ao que "veste o que quer" ou "flutua numa forma particular".

No colocado no memorial, um fã deu outra definição: "David Bowie is, was and eill be" ("David Bowie é, foi, e será").

Lusa

  • Lady Gaga vai homenagear David Bowie nos Grammys

    Cultura

    Lady Gaga vai prestar tributo a David Bowie, que morreu no mês passado, durante a cerimónia dos Grammys, marcada para o próximo dia 15, anunciaram, esta terça-feira, os organizadores da gala anual da indústria musical norte-americana.

  • Divulgado testamento de David Bowie
    2:01

    David Bowie 1947-2016

    As cinzas de David Bowie vão ser espalhadas na ilha de Bali, na Indonésia. O desejo do cantor consta do testamento em que deixou uma fortuna de 92 milhões de euros à família. Vinte dias após a sua morte, foi tornado publico o testamento de David Bowie.

  • DJ Avicii morre aos 28 anos

    Cultura

    Tim Bergling, conhecido por Avicii e um dos mais famosos DJ's do mundo, morreu aos 28 anos. A notícia foi avançada pelo site TMZ, que adianta que o DJ e produtor sueco foi encontrado morto esta sexta-feira em Muscat, em Omã, e os detalhes da morte ainda não são conhecidos.

    SIC

  • "Não andámos a tomar calmantes, nem a dar abracinhos"
    0:52

    Desporto

    Rui Vitória recusa atirar a toalha ao chão. O treinador do Benfica acredita que ainda muito pode acontecer e revela a motivação da equipa depois da derrota com o FC Porto na Luz, que levou à perda da liderança a quatro jornadas do fim.

  • Porque erram os árbitros?
    2:03

    Desporto

    Num momento em que a polémica em redor da arbitragem está acesa e que nem o videoárbitro parece ter contribuído para a pacificar o futebol, em Leiria juntaram-se treinadores e homens do apito para se entender porque erram os árbitros.

  • "Se não querem que vos baixem as calças, não se tornem modelos"

    Mundo

    "Se não querem que vos baixem as calças, não se tornem modelos", esta foi apenas uma das declarações de Karl Lagerfeld sobre as denúncias de abuso sexual, que estão a marcar o mundo do cinema, da música e da moda. Numa entrevista, o diretor criativo da Chanel e da Fendi declarou mesmo que estava farto do #MeToo, o movimento usado para denunciar estes casos de abusos por todo o mundo.

    SIC

  • Viagem de balão para ver as cerejeiras em flor
    14:27
  • Niassa foi o 4.º lince-ibérico libertado a ser atropelado em Portugal
    1:33

    País

    Uma fêmea de lince-ibérico foi encontrada morta com sinais de atropelamento na A22, próximo de Olhão. A fêmea, criada em cativeiro, tinha sido libertada no Vale do Guadiana em fevereiro de 2017. É o quarto lince-ibérico, que tinha sido libertado na natureza, que morre atropelado em Portugal.

  • "Há uma aceitação do lince no território"
    3:33

    País

    Apesar de já se terem registado em Portugal quatro atropelamentos de linces libertados na natureza, em entrevista à SIC, Pedro Rocha, do Departamento do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), disse que o programa de reintrodução "tem corrido bastante bem", não só devido às condições do habitat e disponibilidade de alimento, mas também porque "há uma aceitação do lince no território". Desde 2015, foram libertados no Vale do Guadiana 33 linces e 16 já nasceram em estado selvagem.

  • EUA acusam Síria de tentar apagar provas de alegado ataque químico em Douma
    1:28
  • Já pode escolher uma morte amiga do ambiente

    Mundo

    Preocupa-se com o ambiente? Recicla? Prefere andar a pé ou partilhar transportes? Então saiba que a partir de agora a morte também pode ser amiga do ambiente. Desde caixões degradáveis de vime a cremação líquida, já é possível diminuir o impacto ambiental da morte.

    SIC

  • O "anjo" que quer ensinar raparigas a programar
    2:59