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"O Quarto" de Van Gogh remodelado digitalmente

O quadro "O Quarto" de Van Gogh foi perdendo a vivacidade das cores originais ao longo do tempo. Numa exposição nos EUA é possível ver digitalmente como eram as três versões que o pintor holandês realizou entre 1888 e 1889.

"O Quarto" de 1888 que está no Museu Van Gogh Museum em Amesterdão.

"O Quarto" de 1888 que está no Museu Van Gogh Museum em Amesterdão.

"O Quarto" de 1889 que está no The Art Institute of Chicago.

"O Quarto" de 1889 que está no The Art Institute of Chicago.

"O Quarto" de 1889 que está no Musée d’Orsay, Paris.

"O Quarto" de 1889 que está no Musée d’Orsay, Paris.

Os três quadros do quarto de Vincent Van Gogh em Arles estão expostos juntos pela segunda vez em mais de um século no The Art Institute of Chicago, EUA. É lá que é possível ver as cores originais através de computador - azul, lilás e roxo das paredes e da porta que se foram degradando com o tempo.

"Esta é apenas uma ideia que temos de como seriam as cores", explicou a conservadora Francesca Casadio, do Instituto Mellon em Chicago, responsável pelo restauro digital.

Foi através das cartas trocadas entre van Gogh e o irmão Theo que os cientistas suspeitaram que os quadros já não deviam ter as cores originais. Na correspondência Vincent descrevia exatamente como cada pintura deveria ser.

"Descreve tudo em detalhe - que a mobília era amarela, o cobertor vermelho, as paredes lilás, as portas roxas. Hoje em dia a parede é azul clara", disse Francesca Casadio.

Retiraram então uma lasca da pintura da parede e, ao examinar ao microscópio, descobriram vestígios do pigmento original - carmin ou cochonilha que é extraído de alguns insectos mas que acaba por desvanencer com o tempo. "E claro, rosa com azul dá roxo", relembrou.

Usando raios-x, conseguiram determinar quais os outros pigmentos e, com toda a informação junta pelas várias técnicas, os cientistas conseguiram chegar às cores originais e representá-las em computador.

As três versões do quarto de Van Gogh em Arles, França, espalhadas por três museus: Paris, Amesterdão e Chicago, foram pintadas entre 1888 e 1889.

Ironicamente, sabe-se hoje em dia que as paredes nessa casa eram brancas.

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