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Grande exposição de Vieira da Silva no Museu de Céret em França

Uma exposição com obras de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) abre, no sábado, no Museu de Arte Moderna de Céret, no sul da França, com uma panorâmica de cinquenta anos de trabalho da artista portuguesa.

http://www.musee-ceret.com/

Intitulada "L'espace en jeu - Maria Helena Vieira da Silva", a exposição surgiu de uma proposta do museu francês, em estreita colaboração com a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, que cedeu 37 obras, indicou hoje à agência Lusa Marina Bairrão Ruivo, diretora do museu português, em Lisboa.

Pintura, desenho e trabalhos gráficos, alguns nunca exibidos em França, foram incluídos na mostra, que conta ainda com empréstimos de coleções públicas e privadas, bem como obras da Galeria Jeanne Bucher Jaeger, historicamente associada à pintora portuguesa.

Jeanne Bucher foi a primeira galerista a reconhecer, em 1933, o talento da então jovem Vieira da Silva, e a organizar uma mostra individual da pintora, que foi viver para Paris em 1928.

O sítio 'online' do Museu de Arte Moderna de Céret sublinha que Vieira da Silva "está entre as artistas do século XX, que redefeniram profundamente o espaço pictórico, submetendo-o à sua própria imaginação, e, desta forma, abrindo novas dimensões plásticas, intelectuais e espirituais".

Acrescenta ainda que esta exposição vai oferecer aos visitantes a possibilidade de descobrir o trabalho de Maria Helena Vieira da Silva, raramente apresentado no sul da França desde 1994, quando da mostra no Museu Fabre, em Montpellier.

A exposição percorre os primeiros desenhos anatómicos da artista e vai até aos trabalhos mais recentes, com ênfase no trabalho gráfico, algum dele ainda inédito.

Provenientes do museu de Lisboa estarão em exibição, entre outros, vários desenhos anatómicos, criados nos anos de 1920, e obras como "Les oiseaux crabes" (1939), "Autoportrait robe bleue" (1939-1940) e "Broderie hongroise" (1946-1950).

A exposição "L'espace en jeu - Maria Helena Vieira da Silva" vai estar patente em Céret, até 22 de maio.

Lusa

  • Cultura

    Uma exposição com uma centena de obras sobre papel criadas por Maria Helena Vieira da Silva e Gerardo Rueda, artistas que se conheceram em Paris, inaugura na quarta-feira na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (FASVS), em Lisboa. "Vieira-Rueda: Um Diálogo Secreto" é o título da exposição com uma centena de obras sobre papel - a lápis, guache e colagens - metade proveniente da coleção de Vieira da Silva na FASVS, e a outra metade de Gerardo Rueda, proveniente da coleção da Fundação com o nome do artista, disse à agência Lusa fonte do museu em Lisboa. Comissariada pela diretora do museu da fundação, Marina Bairrão Ruivo, e pelo curador Bernardo Pinto de Almeida, a exposição vai estar patente até 22 de janeiro de 2012. "Vieira-Rueda: Um Diálogo Secreto" insere-se na filosofia da FASVS em apresentar exposições sobre a obra da pintora portuguesa e de artistas com quem desenvolveu amizade ao longo da vida, não só em Portugal mas também em Paris e no Brasil, onde residiu. Gerardo Rueda Salaberry (1926--1996), pintor e escultor natural de Madrid, é considerado uma das figuras destacadas da história da pintura abstrata espanhola do século XX. "Em tempos diferentes, Vieira da Silva e Gerardo Rueda revelaram interesse pela obra de Torres-García, Morandi e Klee, viajaram, convergiram para Paris e centraram as suas interrogações na problemática do espaço. Vieira da Silva foi uma referência para o jovem Rueda, tal como o foram outros pintores ligados à abstração lírica e à Escola de Paris", recorda Marina Bairrão Ruivo numa nota sobre a exposição. Rueda era muito mais jovem do que Vieira da Silva, mas admirava muito a sua obra, já consagrada, em 1950, quando ele começou a expor. Esta exposição tem como objetivo "revelar um diálogo secreto, mas no entanto visível" entre as obras dos dois artistas. Fundador do Museu de Arte Abstracta espanhola em Cuenca juntamente com Fernando Zóbel e Gustavo Torner, Rueda foi influenciado pelo cubismo e dedicou-se, além do desenho, pintura e escultura, também à colagem. Está representado em coleções privadas e públicas em Espanha, nomeadamente em Valência, Madrid e Barcelona, e também no British Museum, em Londres, e no Museu de Arte Moderna de Paris. A exposição na FASVS é organizada em parceria com a Fundação Rueda, de Madrid.

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