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PSD diz que decisão de demitir presidente do CCB é de "arrogância e prepotência"

O deputado Pedro Pimpão, do PSD, afirmou hoje que a decisão do ministro da Cultura, João Soares, de demitir o presidente da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB), António Lamas, é de "arrogância e prepotência".

Centro Cultural de Belém. (Lusa/Arquivo)

Centro Cultural de Belém. (Lusa/Arquivo)

© Desmond Boylan / Reuters

Em declarações à agência Lusa, depois da discussão da proposta de Orçamento do Estado de 2016 para a Cultura, hoje, na Assembleia da República, o deputado lamentou a decisão "premeditada" do ministro João Soares em ter revelado que já tinha em mente uma pessoa para ocupar o lugar de António Lamas no CCB.

Hoje, João Soares afirmou aos deputados que, na segunda-feira, demitirá o presidente do CCB, caso este não se demita até lá. Em causa, nesta discordância entre António Lamas e João Soares, está o projeto de gestão integrada do chamado "eixo Belém-Ajuda", cuja estrutura de missão foi extinta na semana passada, em Conselho de Ministros.

"O facto de deixar de haver estrutura de missão não se pode confundir com a presidência do CCB", disse Pedro Pimpão.

Na audiência, sobre a pessoa que pretende ver no lugar de António Lamas, e sem a nomear, João Soares afirmou que é "uma solução alternativa, capaz, de alguém com experiência, bastante mais jovem, com provas dadas, nomeadamente ao nível de responsabilidades públicas num ministério", que já foi tutelado por Gabriela Canavilhas, atualmente deputada.

"Terá de haver uma mudança, o CCB tem de funcionar como a referência cultural que não foi nos últimos quatro anos", disse.

Contactada pela agência Lusa, fonte do CCB disse hoje à tarde que o "professor António Lamas se encontra incontactável". Em declarações anteriores ao jornal Público, António Lamas garantia que "ainda" é o presidente do CCB e que não pensa demitir-se.

João Soares afirmou que não tem "a menor das hostilidades do ponto de vista pessoal" com António Lamas -- nomeado presidente do CCB em 2014 -, mas lamentou "uma gestão pouco prudente", dando como exemplo que "seis milhões [de euros] das reservas foram gastos nos últimos tempos".

Lusa

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