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Jerónimo de Sousa diz que mudança no CCB é "positiva" e quer nova política

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje que considera positiva a mudança na presidência do Centro Cultural de Belém (CCB), mas explicou que o mais importante é uma mudança de política.

Lusa

Lusa

MIGUEL A. LOPES

O gestor António Lamas, no CCB desde 2014, teve a exoneração confirmada oficialmente na segunda-feira à noite, e o Ministério da Cultura anunciou para o seu lugar Elísio Summavielle, um dos atuais adjuntos do ministro da Cultura, João Soares.

"A escolha do presidente do CCB é da responsabilidade do ministro da Cultura. O presidente demissionário teve uma responsabilidade direta na definição de uma estratégia para Belém-Ajuda, como já tinha feito em Sintra-Monte da Lua, onde o relevante são as medidas de mercantilização da cultura, que é bom para os turistas estrangeiros e mau para os portugueses, tendo em conta os custos", disse.

Jerónimo de Sousa, que visitou hoje uma exposição no Barreiro, referiu que considera a substituição positiva.

"Neste quadro consideramos uma substituição positiva, não pela pessoa em si. Esperamos que não se trate da substituição de uma pessoa, mas sim da alteração de um projeto que estávamos em total desacordo", acrescentou.

O secretário-geral do PCP disse ainda que ficou "impressionado" com as tomadas de posição do PSD e CDS sobre o tema.

"O ministro tem essa responsabilidade. Podemos discutir o processo, mas é um direito do titular da pasta. Fico impressionado por ouvir PSD e CDS tão crispados com o processo, esquecendo-se o que fizeram em quatro anos", salientou.

Jerónimo de Sousa esteve a visitar a exposição "O Regresso das Bandeiras", sobre a jornada luta de 28 de Fevereiro de 1935, que ocorreu no Barreiro.

"Tem um grande significado pelo que representou esta ação de agitação e propaganda. Foi um ato muito simbólico e de grande coragem, que se enquadrava na luta pela liberdade, em plena ascensão do fascismo e nazismo", concluiu.

Lusa

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