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Nobel da Literatura V.S. Naipaul no Festival Literário de Óbidos

O prémio Nobel da Literatura V.S. Naipaul é um dos escritores confirmados para a segunda edição do Fólio - Festival Literário Internacional de Óbidos, em setembro, numa celebração da "Utopia", também com autores lusófonos, do México e da Islândia.

© STR New / Reuters

"Levar aos leitores portugueses aquilo que de mais interessante se está a produzir no mundo" é, segundo o escritor José Eduardo Agualusa, curador da Folio Autores, a intenção do Festival que, na segunda edição, leva à vila o escritor de "Uma casa para Mr. Biswas", Vidiadhar Surajprasad Naipaul, vencedor do Nobel da Literatura, em 2001.

Ao autor de 83 anos, natural de Trinidad e Tobago, residente no Reino Unido desde os 18 anos, juntam-se o premiado escritor islandês Jón Kalman Stefánsson, autor da trilogia de "The heart of man", o mexicano Juan Pablo Villalobos, que viveu no Brasil e escreveu "Festa no covil", e a luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida, investigadora da Fundação para a Ciência e Tecnologia, que publicou o livro de estreia no ano passado, "Esse cabelo".

Às 16 mesas que vão juntar escritores à conversa com leitores, sentar-se-ão ainda os portugueses Miguel Sousa Tavares, Afonso Cruz, Grande Prémio de Conto, por "Enciclopédia da Estória Universal", e Rui Cardoso Martins, cocriador de programas como "Contra-Informação" e "Herman Enciclopédia", vencedor do Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores, com "Deixem passar o homem invisível".

O festival dedicará ainda um dia ao poeta Ruy Belo (1933-1978), "Homem de palavra(s)", autor de "País possível".

Apresentada hoje à comunicação social, na livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, a segunda edição do festival adota este ano o tema "Utopia", assinalando os 500 anos da publicação de "Utopia", de Thomas More, o Ano Internacional do Entendimento Global, o centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, os 500 anos da morte do pintor Hieronymus Bosch e os 400 da morte de William Shakespeare e Miguel de Cervantes.

O festival vai decorrer de 22 de setembro a 02 de outubro, de novo organizado em cinco capítulos: Folia, Folio Autores, Folio Educa, Folio Ilustra e Folio Mais.

Com curadoria de Anabela Mota Ribeiro, a Folia faz-se de música, teatro, cinema, exposições, aulas, maratonas de leitura e de "muitas sessões de conversa fiada", num programa de "criações originais, idealizadas e produzidas em exclusivo para o Folio".

O resultado será Camané a cantar Tom Jobim, Júlio Resende e Salvador Sobral a interpretar poemas ingleses de Fernando Pessoa, e aulas em que se abordam as utopias de Carlos Reis e José Saramago, assim como do criador de "Mensagem".

A Folia ainda irá mostrar "Quixotes", pintados por Júlio Pomar, ao longo de 50 anos, e retratos de escritores (Yourcenar, Beckett, Barthes, Borges), captados por Carlos Freir, que ficarão expostos durante o festival, assim como uma reprodução em tamanho real de "As Tentações de Santo Antão", o tríptico do Museu Nacional de Arte Antiga, para assinalar os 500 anos da morte de Bosch.

A Folio Educa associar-se-á à celebração dos 30 anos da criação da Rede Nacional de Leitura Pública e dos 20 anos da Rede de Bibliotecas Escolares, anunciando a comemoração, no próximo ano, dos 60 anos do pioneiro Serviço das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian.

Laboratórios de formação, oficinas de mediação para alunos, tertúlias e um seminário internacional fazem igualmente parte do programa Folio Educa, com curadoria de Maria José Vitorino.

Um mercado Ilustrado, oficinas de ilustração e um concurso internacional de ilustração e edição marcam este capítulo, com curadoria da Mafalda Milhões, que este ano conta com autores como os portugueses André da Loba e Catarina Sobral, e os espanhóis Chené Goméz e Raúl Guridi.

No Folio Mais, com curadoria de José Pinho, da Ler Devagar, que dinamizou o projeto da Vila Literária, recém-classificada pela Unesco, cabem lançamentos, encontros com editores e livreiros.

Nesta edição, o Folio Mais também recebe o projeto "Lire, Vivre & Goûter, un avenir", dinamizado pela editora francesa Sylviane Sambor, fundadora de "l'escampette", que tem privilegiado a tradução e publicação de poetas portugueses, como Al Berto e Nuno Júdice.

O festival literário de Óbidos é uma organização da autarquia, com o Turismo Centro de Portugal, o apoio de fundos comunitários e perto de duas dezenas de parceiros de programação.

Lusa

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