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LEGO arrepende-se de não ter fornecido peças ao artista Ai Weiwei

O fabricante dinamarquês admite que foi "um erro" não ter vendido Legos ao artista chinês Ai Weiwei. Em entrevista ao Wall Street Journal, o vice-presidente da empresa e neto do fundador diz que foi "um erro interno".

Exposição na antiga prisão de Alcatraz, nos EUA, em 2014, de retratos de dissidentes políticos de todo o mundo feitos com peças Lego.

Exposição na antiga prisão de Alcatraz, nos EUA, em 2014, de retratos de dissidentes políticos de todo o mundo feitos com peças Lego.

Reuters

A empresa dinamarquesa entrou numa acesa polémica no outono passado após ter recusado fornecer Legos a Ai Weiwei, alegando que "não podia aprovar a sua utilização em obras de cariz político".

Ao conhecer a decisão da empresa, o artista e ativista político escreveu nas redes sociais "Linda decisão # liberdade de expressão".

O responsável Kjeld Kirk Kristiansen afirma agora ao Wall Street Journal que a decisão de não vender a grande quantidade de Legos requisitada pelo artista foi tomada "a nível inferior na empresa pelo serviço de apoio ao cliente". Garante que foi o resultado da má interpretação feita por um funcionário da política de neutralidade da empresa, sem nenhuma intervenção da administração. "É um exemplo típico do que pode acontecer numa grande empresa", diz.

Em janeiro deste ano, o fabricante dos pequenos tijolos de plástico a Lego já tinha anunciado que deixava de exigir conhecer o destino das suas peças. No caso de desejarem apresentar publicamente o trabalho feito com as peças, os clientes devem, contudo, deixar claro que o grupo Lego não apoia ou necessariamente aprova os projetos em causa.

Pintor, escultor e artista plástico, Ai Weiwei também é conhecido pelas suas críticas ao governo chinês, tendo usado, em 2014, peças Lego para criar retratos gigantes de dissidentes políticos de todo o mundo, expostos na antiga prisão de Alcatraz, nos EUA.

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