sicnot

Perfil

Cultura

LEGO arrepende-se de não ter fornecido peças ao artista Ai Weiwei

O fabricante dinamarquês admite que foi "um erro" não ter vendido Legos ao artista chinês Ai Weiwei. Em entrevista ao Wall Street Journal, o vice-presidente da empresa e neto do fundador diz que foi "um erro interno".

Exposição na antiga prisão de Alcatraz, nos EUA, em 2014, de retratos de dissidentes políticos de todo o mundo feitos com peças Lego.

Exposição na antiga prisão de Alcatraz, nos EUA, em 2014, de retratos de dissidentes políticos de todo o mundo feitos com peças Lego.

Reuters

A empresa dinamarquesa entrou numa acesa polémica no outono passado após ter recusado fornecer Legos a Ai Weiwei, alegando que "não podia aprovar a sua utilização em obras de cariz político".

Ao conhecer a decisão da empresa, o artista e ativista político escreveu nas redes sociais "Linda decisão # liberdade de expressão".

O responsável Kjeld Kirk Kristiansen afirma agora ao Wall Street Journal que a decisão de não vender a grande quantidade de Legos requisitada pelo artista foi tomada "a nível inferior na empresa pelo serviço de apoio ao cliente". Garante que foi o resultado da má interpretação feita por um funcionário da política de neutralidade da empresa, sem nenhuma intervenção da administração. "É um exemplo típico do que pode acontecer numa grande empresa", diz.

Em janeiro deste ano, o fabricante dos pequenos tijolos de plástico a Lego já tinha anunciado que deixava de exigir conhecer o destino das suas peças. No caso de desejarem apresentar publicamente o trabalho feito com as peças, os clientes devem, contudo, deixar claro que o grupo Lego não apoia ou necessariamente aprova os projetos em causa.

Pintor, escultor e artista plástico, Ai Weiwei também é conhecido pelas suas críticas ao governo chinês, tendo usado, em 2014, peças Lego para criar retratos gigantes de dissidentes políticos de todo o mundo, expostos na antiga prisão de Alcatraz, nos EUA.

  • A fuga dos PIDES
    1:16

    Perdidos e Achados

    Ao final do dia 29 de Junho de 1975, 89 agentes da PIDE fugiam da cadeia de Vale de Judeus, em Alcoentre. Mais de 40 anos depois, Perdidos e Achados recupera um dos acontecimentos do Verão Quente em Portugal. Hoje no Jornal da Noite e conteúdos exclusivos no site.

    Hoje no Jornal da Noite

  • Uma volta a Portugal. De bicicleta mas sem licra

    País

    Um grupo de professores propõe-se a repetir o percurso da 1.ª Volta a Portugal em Bicicleta, 90 anos depois. Não se trata de uma corrida, pelo contrário querem provar que qualquer um o pode fazer e promover o uso da bicicleta como meio de transporte pessoal. “Dar a volta” parte para a estrada esta quarta-feira, de Lisboa a Setúbal, tal como em 26 de abril de 1927.

    Ricardo Rosa

  • Casa Madonna di Fatima em Roma é um lar de idosos com 9 irmãs portuguesas
    4:29

    Mundo

    A mais antiga igreja dedicada à Senhora de Fátima em Roma tem mais de 50 anos. Foi construída pelas franciscanas hospitaleiras do Imaculado Coração, uma congregação fundada em Portugal. Hoje, as religiosas portuguesas gerem um lar na mesma rua, mas o templo foi entregue a uma congregação italiana.