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Nova biografia de Cervantes tenta explicar como nasceu "Don Quixote"

O biógrafo de Miguel de Cervantes, Jordi Gracia, acaba de publicar o resultado da "difícil tarefa" de "tentar entrar na mente" do escritor de "Don Quixote" e explicar como o romance nasceu.

© Susana Vera / Reuters

Assim, Cervantes tem a "sua própria voz" para explicar a sua própria vida, disse Jordi Gracia, em entrevista à agência noticiosa Efe, em Washington, onde participou esta semana nos atos do quarto centenário da morte de Cervantes, organizado pela Embaixada espanhola nos Estados Unidos.

Jordi Gracia (que nasceu em Barcelona em 1965) já tinha escrito sobre a vida de duas figuras espanholas, o escritor Dionisio Ridruejo e o filósofo José Ortega y Gasset, mas quando a editora Taurus publisher encomendou uma nova biografia de Cervantes, queria ir um passo além e oferecer uma "perspetiva interior".

Sob o título "A conquista da ironia", o biógrafo propõe ao leitor "imaginar, ver e sentir" as "verdades, sonhos e frustrações" do escritor, respeitando a ordem em que as experiências aconteceram.

O objetivo do biógrafo era "descobrir o que tinha acontecido" na mente de Cervantes para "começar a forjar um livro tão revolucionário, tão inimaginável e tão inovador como Don Quixote".

Porque o escritor era "um homem de ordem, da fé e do império, defensor da sociedade Católica e do extermínio do infiel" e, no entanto, o seu trabalho mais importante representa "o oposto".

Para o biógrafo, o momento-chave na vida de Cervantes foi o tempo que viveu em Sevilha, quando "descobriu a verdadeira pluralidade de comportamentos, grupos sociais e costumes".

"Lá ele conheceu as prostitutas, os ladrões,uma igreja corrupta (...). Em Sevilha conheceu tudo, nascendo dentro dele um desejo de contar", acrescentou.

Para Jordi Gracia, o mais importante de Cervantes é que "prefigurou o mundo moderno antes do mundo moderno existir", algo que inclui os fenómenos de "relativização, dramatização e assumir que há realidades simultâneas e incompatíveis".

Transportando essa realidade para os personagens de Don Quixote e Sancho, que são tanto " ridículos e admiráveis, heroicos e patéticos, idiotas e inteligentes".

Lusa

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